Treinador do Sevilha após castigo pesado: «Uns podem falar com os árbitros, eu não»
O Comité de Competições da Federação Espanhola de Futebol aplicou uma sanção de sete jogos a Matías Almeyda, treinador do Sevilha, na sequência da sua expulsão e posterior confronto com o árbitro Galech Apezteguia no jogo do passado sábado contra o Alavés (1-1), relativo à 24.ª jornada da LaLiga.
«Já falei depois do jogo e expliquei o que ia acontecer e o quanto lamento ter sido expulso. Considero isso uma injustiça. Nada justifica as reações das pessoas, mas poderiam ter sido evitadas se eu não tivesse sido expulso. Se serão sete ou 16 jogos, não depende mais de mim. Procuro concentrar-me no aspeto desportivo e suportar as outras questões, que considero injustas. Já me desculpei, mas não vou rebaixar-me a esse ponto, é demais. Tudo o que sai da minha boca vem sempre do coração e, como todos os seres humanos, cometo erros . Não há insultos, quero enfatizar isso. Uma coisa é protestar, mas os factos provam que não insultei. Não acredito que a arbitragem esteja contra mim, porque isso deixar-me-ia a pensar que sou demasiado importante. Peço desculpa, mas também aceito as desculpas. Por agora, já me desculpei», disse, em conferência de imprensa de antevisão ao embate com o Getafe, para a LaLiga, fazendo uma reflexão.
«Total injustiça. As minhas queixas em campo são as mesmas de agora: ser ouvido. Dizem que chutei uma garrafa, é mais fácil julgarem-me assim. Ouvi algumas coisas absurdas com as quais não concordo. Porque querem mostrar que nunca conheceram alguém que fala o que pensa. Posso cometer erros, porque falo, mas já ouvi ex-árbitros falarem com total coerência, de onde viram o que aconteceu. Conseguiram o que queriam, que era tirar-me dos holofotes. É uma lição para mim. Quem perdeu a compostura naquele momento, diante da injustiça, fui eu. Não fiz nada para merecer a expulsão. Que bom que um dia, quando alguém comete um erro, admita», acrescentou, deixando a garantia que não voltará a falar com os árbitro, embora deixe uma farpa.
«Questionei o árbitro com as mãos para trás. Um homem com as mãos para trás é um homem indefeso, que está a falar. Um homem que empurra, que toca, é alguém que está a procurar confusão. Na rua, na esquina, ou aqui fora, eu teria agido da mesma forma, porque tenho esses valores. Deixaram de fora de metade dos jogos da LaLiga. Estarei ainda mais ansioso, porque me apeguei ainda mais a este clube. Nunca mais falarei com nenhum árbitro, nem pela positiva nem pela negativa. Não é a maneira correta, mas parece que eu não posso falar com os árbitros, enquanto outros podem», defendeu.
Os adeptos do Sevilha posicionaram-se ao lado de Matías Almeyda, que agradeceu o apoio: «A equipa não está a dar o que todos queremos. Estamos num momento de união e é isso que nos fará superar essa situação.»
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