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A fúria espanhola necessária estava no banco: as notas de Espanha
Aos 19 anos e 178 dias de vida, tornou-se no quarto mais jovem de sempre a começar a final do Mundial. O miúdo que joga como graúdo do Barcelona não sentiu a pressão e comandou o jogo de Espanha, ao lado de Rodri. Com passes a rasgar e sem nunca comprometer, ajudou a equipa a não dar nenhuma hipótese atacante à Argentina. 120 minutos de muita qualidade.
Além de Pau Cubarsí, Rodri também funcionou como um relógio suíço, muito importante nas recuperações de bola que deixavam a Argentina sempre a correr atrás do esférico. Laporte esteve certinho, enquanto Cucurella e Porro foram setas apontadas à baliza adversária. Mas era no banco que estava a chave para a vitória.
Olmo e Oyarzabal não se destacaram com bola, Ruiz e Baena não deram o rasgo que a equipa precisava. Assim, Pedri ofereceu consistência ao meio-campo, Merino ainda ficou próximo do golo, mas foram Nico Williams e Ferrán Torres a fazerem a diferença. O velocista ainda marcou, mas o lance foi anulado por falta de Merino sobre Otamendi; mais tarde, fugiu a Molina e assistiu na perfeição o disparo de Ferrán, que fez lembrar o remate indefensável de Iniesta naquela final de 2010 na África do Sul, com os Países Baixos.
O avançado do Barcelona ainda bisou após um passe a rasgar de Lamine Yamal, mas foi apanhado em fora de jogo. Ainda assim, estava descoberto o caminho para o golo. Do outro lado do campo, Unai Simón voltou a ter um jogo tranquilo, tanto que nem fez uma defesa. Isto porque a Espanha defende a baliza com unhas e dentes, retendo a posse de bola como ninguém, vencendo assim justamente esta final.
As notas dos jogadores de Espanha: Unai Simón (5), Pedro Porro (6), Pau Cubarsí (8), Aymeric Laporte (7), Marc Cucurella (5), Rodri (8), Fabián Ruiz (5), Alex Baena (5), Dani Olmo (5), Lamine Yamal (6), Mikel Oyarzabal (5). Pedri (6), Ferrán Torres (7), Merino (5), Nico Williams (6), Eric García (-) e Zubimendi (-)
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