A dormência que começa a passar, o maior desafio e um jogo para ganha: tudo o que disse Rui Borges
— O Sporting terá amanhã pela frente o campeão europeu em título, num desafio dificílimo. A garra será um fator determinante para o sucesso?
— É um grande jogo, será um grande jogo, de Champions, no qual teremos de ter a maturidade que temos tido, a casa tem sido a nossa fortaleza. Pela equipa que é tem dado uma demonstração enorme do que é a personalidade. Que amanhã sejamos capazes de o ser novamente, perante uma equipa que se calhar é a melhor da Europa. Tem de ser acima de tudo um orgulho e uma motivação enorme de defrontarmos os melhores.
— Este é o maior desafio da sua carreira, diante do campeão europeu?
— O que mais desafiou foi o primeiro dia aqui, qualquer dia que passo no Sporting é o dia mais feliz da minha vida, todos os dias tenho de tentar ser melhor. Claro que defrontar os melhores não só para mim mas também para os jogadores tem de ser uma motivação boa de demonstrarmos que somos capazes. Acima de tudo um desafio para todos. O meu maior desafio foi no primeiro dia que aqui cheguei.
— Quando é que poderá contar com Diomande e Pedro Gonçalves?
— São dois jogadores que poderão estar, não tenho certezas, para o jogo de Arouca.
— Já disse que se sentia dormente por força de tantas lesões. Agora sente-se dormente por defrontar o PSG?
— Já começo a sentir os dedos [risos]. Aos poucos eles vão chegando, tornam a equipa mas capaz. Acima de tudo é preciso muita coragem, é a melhor equipa em termos coletivos e individuais. Qualquer jogador que eu meta estará motivadíssimo. O Sporting tem dado uma demonstração daquilo que é a grandeza desta equipa, amanhã continuará a ser da mesma forma.
— Como se arma uma equipa sem alguém tão importante como Hjulmand?
— Jogará outro e corresponderá da melhor forma. A equipa tem dado essa demonstração de ser capaz, todos são grandes jogadores. Quando falha um, motivam-se ainda mais para mostrar que somos uma verdadeira equipa.
— As exibições da equipa em Turim e em Munique dá-lhe garantias de uma boa resposta amanhã?
— E em Nápoles, já agora... A equipa tem dado uma resposta enormíssima. Amanhã jogamos em casa, onde defrontámos boas equipas. É a equipa com mais posse, passes e golos, igualada com o Dortmund, é uma equipa forte na reação à perda. É algo que temos de perceber, onde é que podemos perder e não perder. Acredito que vão olhar para o Sporting com respeito
— Face à qualidade que a equipa tem demonstrado na Champions, pensa que este tipo de equipas já começam a olhar para o Sporting de outra forma?
— Penso que sim, até mesmo por vocês, têm passado informações de outros clubes. É algo que só nos motiva em querer demonstrar que somos bons dentro do que somos. Respeitamos quem está do outro lado, temos de encarar as dificuldades com ambição enorme. Acho que têm olhado de forma diferente, é mérito da equipa. O coletivo é a estrela da equipa, o coletivo é que faz aparecer o individual, é isso que queremos demonstrar respeitando quem está do outro lado. Sabem que deste lado está uma grande equipa também. Os nossos adeptos serão importantes. Precisamos de continuar a ser responsáveis e corajosos.
— O Sporting tem um bom registo diante de equipas francesas e não sofre golos em casa há três jogos. Pensa que esse fator cria mais motivação?
— O Sporting está a apenas dois pontos das equipas que se apuram diretamente para os oitavos da Champions. Tem isso em mente?
— Vou focar-me no jogo de amanhã, depois veremos do que seremos capazes, que vai ter uma consequência. Depois veremos qual será a consequência. Olho jogo a jogo, não faço contas antecipadas, quero que a equipa dê uma demonstração do que tem sido capaz perante uma grande adversário. Queremos continuar a mostrar que somos maduros, que merecemos continuar nesta competição.
— Pontuando amanhã isso daria mais descanso para a Champions e mais motivação para o que falta da época? Poderemos ver um Sporting à semelhança de Munique, com uma linha de três centrais e os dois alas a fecharem, fazendo uma linha de cinco na defesa?
— Não foi diferente do que é normalmente, percebo por que no Bayern jogou o Quaresma, mas não mudámos porque ele foi defesa direito. Não mudamos nada do que fazemos, defrontámos uma grande equipa que foi capaz de nos fazer andar num bloco baixo. Com as grandes equipas também temos dificuldades. O PSG é uma equipa muito dinâmica, Vitinha não tem posição fixa, João Neves também não. os médios são muito rotativos. Em alguns momentos será diíicil acionar os nossos momentos de pressão, o que gostamos. É pela capacidade de quem estamos a defrontar e jamais por uma mudança tática nossa. Muda alguns comportamentos, acima de tudo é pelo adversário nos conseguir empurrar mais para trás. Poderá acontecer estarmos algumas vezes com a linha de cinco, como no campeonato. Mais descansada? A equipa está confiante, motivada, estão lá uns para os outros, querem dar o seu melhor, percebem que a equipa vai tornar-se cada vez mais forte. A equipa está motivada, se há coisa que não preciso é de motivar. É entrar no jogo para vencer, é isso que o Sporting faz em qualquer jogo.
— O Sporting tem três vitórias em casa. Alvalade é uma fortaleza? Faye já está em Lisboa para assinar pelo Sporting, o que ele poderá acrescentar à equipa?
— Sobre o Faye não me vou alongar porque ainda não foi apresentado. Fortaleza? Acredito que o mister do PSG tenha olhado para os nosso jogos em casa e fora, temos dado demonstrações do que é a nossa qualidade. Acima de tudo pelo que temos sido capazes em todos os jogos da Champions e de forma interna. Na Champions temos de falhar menos, num segundo muda tudo. Acima de tudo a equipa está comprometida, corajosa e confiante para aquilo que será o jogo de amanhã.
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