A ajuda dos capitães e o papel de Miguel Luís

A fórmula para travar o Arsenal em 2018 passou por diversos fatores

LONDRES — Com um Sporting em momento de alguma convulsão e perante um adversário tão poderoso que tinha vencido em Lisboa por 1-0 com um golo de Danny Welbeck, foi preciso pensar muito na estratégia a adotar para conseguir um resultado muito positivo no Emirates. Eis a receita:

«Na altura foi a ajuda dos capitães a unir o grupo e para que a estratégia que eu montei para parar o Arsenal do Unai Emery, que jogava duma forma muito criativa, com um ataque posicional muito forte. Foi importante que tivéssemos conseguido que eles não criassem um quadrado no meio-campo, que era claramente o ponto forte daquela equipa com jogadores como Guendouzi ou Aaron Ramsey e na frente tinham o Aubameyang ou o Welbeck. A estratégia foi montada da melhor forma porque condicionámos muito o futebol do Arsenal, ocupando muito os espaços interiores e obrigando-os a jogar para futebolistas dos espaços exteriores, que não eram tão fortes e quando a bola chegavam a esses jogadores condicionávamo-los muitos. Foi por isso que lancei o Miguel Luís, que era um jogador taticamente muito forte e cumpriu perfeitamente a estratégia para o jogo, desmontando, também o quadrado central com o Montero, o Bruno Fernandes, o Miguel Luís e o Gudejl. Jogávamos quatro para quatro no meio. Assim,  os centrais eram obrigados a construir e batiam muitas bolas longas e com o Coates e o Mathieu lá atrás estávamos tranquilos nas bolas longas», explica.