Michael Schumacher: 671 milhões de euros. Número 1 destacado, o alemão deixou a F1 em 2007, após uma carreira que lhe rendeu 91 vitórias e sete títulos mundiais em parceria com a Ferrari. Continua a ser o piloto mais bem pago da história deste desporto
Michael Schumacher: 671 milhões de euros. Número 1 destacado, o alemão deixou a F1 em 2007, após uma carreira que rendeu 91 vitórias e 7 títulos mundiais com a Ferrari. Continua a ser o piloto mais bem pago da história deste desporto - Foto: Imago

Piloto que resgatou Schumacher revela pormenores da operação nos Alpes

«Pensei que era uma brincadeira», relata Yannick Dainese

Yannick Dainese, o piloto de helicóptero que participou no resgate de Michael Schumacher nos Alpes franceses, revelou, quase doze anos depois, alguns pormenores daquele dia, admitindo que inicialmente pensou tratar-se de uma brincadeira.

O acidente ocorreu a 29 de dezembro de 2013, quando o heptacampeão mundial de Fórmula 1 sofreu ferimentos graves enquanto esquiava. Desde então, não voltou a ser visto em público.

Em entrevista ao jornal francês L'Équipe, Dainese recordou o momento em que percebeu a gravidade da situação. A suspeita inicial de que seria uma piada desvaneceu-se quando recebeu ordens estritas. «Um socorrista saltou para o helicóptero juntamente com o médico da equipa de emergência e gritou-me: 'Vamos buscar o Schumacher!' No início, pensei que estavam a brincar. Mas quando o comandante nos ordenou que tirássemos os microfones e as câmaras GoPro, e proibiu que os jornalistas nos acompanhassem, percebi que era verdade...», contou o piloto.

Atualmente a trabalhar para o serviço de Segurança Civil em Grenoble, o piloto explicou que, durante a operação, o foco era total, sem espaço para emoções ou conversas.

«Não fizemos perguntas, não falámos», confessou. Segundo Dainese, num resgate é crucial manter a distância emocional para garantir a máxima eficácia. «O importante é desapegar-se de toda a emoção para se manter em plena forma. A montanha, infelizmente, cobra muitas vítimas entre os esquiadores. Para mim, ele era simplesmente mais uma pessoa gravemente ferida».

Questionado sobre o motivo do seu longo silêncio, o piloto foi direto, aludindo à forte proteção em torno da família do ex-piloto. «Não quis falar com os meios de comunicação para evitar problemas. Além disso, não tenho os mesmos advogados que a família Schumacher!», explicou.

Dainese admitiu ter sentido a pressão associada ao nome de Schumacher. «Inconscientemente, claro, a pressão estava lá, porque embora não fosse fã de Fórmula 1, sabia que o veneravam como a um deus. Continua a ser impressionante ver uma celebridade como ele confinada num colchão de vácuo», afirmou.

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