O vice-presidente demissionário considera que é o candidato com melhores condições para assumir as rédeas do clube

Rui Rodrigues: «Sou sem sombra de dúvida o melhor candidato»

Em entrevista a A BOLA, vice-presidente para o setor financeiro e candidato às eleições do Vitória de Guimarães, afirmou que é «diferente de António Miguel Cardoso» e falou do trabalho do mister Gil Lameiras

O candidato da Lista D às eleições do Vitória de Guimarães esteve à conversa com o nosso jornal e explicou a razão pela qual se considera a pessoa certa para o cargo.

- Pelo conhecimento que já tem do universo vitoriano, nomeadamente dos anos mais recentes, acha que parte em vantagem em relação aos outros candidatos?

- Sinceramente, sem desrespeito a nenhum candidato, porque todos somos vitorianos, sou sem sombra de dúvida o melhor candidato. Conheço profundamente aquilo que é a realidade do Vitória. Já travei muitas batalhas internas, demonstrando muito aquilo que é a minha resiliência e a coragem para me poder candidatar, porque também digo que se eu hoje ganhasse as eleições eu amanhã saberia perfeitamente aquilo que teria que fazer. Portanto, reunindo todas estas características, pondo também em causa a estabilidade, o conhecimento, sinto que sou o candidato em melhores condições. Se há momento em que o Vitória tem de viver com os pés assentes no chão é este. Portanto, não pode haver promessas fáceis, porque as pessoas não estão aqui há quatro anos a trabalhar no meio da dificuldade e, de repente, têm soluções que são irrealistas e que, na minha opinião, não são sérias para o seio vitoriano.

- O que acha que correu mal na atual gestão e o que pode mudar?

- Numa gestão nestas condições, é normal que se cometam erros, porque os problemas eram sempre imensos. Eu não posso dizer que as coisas correram mal, porque há sempre algo de proveitoso que se tira com os erros e nós evoluímos com eles. A minha candidatura não é de continuidade, é de evolução: a continuidade repete, a evolução aprende e melhora. Portanto, não há ninguém melhor do que eu que saiba perfeitamente aquilo que correu bem, o que ficou por fazer e o que há para mudar.

Basta mudar o rosto que as coisas são diferentes. Sou diferente de António Miguel Cardoso.

- Quer dar algum exemplo daquilo que já tenha em mente para mudar?

- Basta mudar o rosto, o topo da pirâmide, que as coisas são logo diferentes. A minha maneira de ser é diferente da do atual presidente. Isso demonstra que vai haver alguma diferenciação. E isso começa, por exemplo, no ponto em que eu serei o pêndulo entre a parte financeira e a parte desportiva. Só aí mostra uma diferença substancial sobre o tipo de gestão que vai ser efetuada.

Gil Lameiras? Gostei de ver oito atletas da equipa B a terminar o jogo.

- Consigo, qual será o futuro de Gil Lameiras?

- O Gil Lameiras é treinador do Vitória. Se vencer as eleições, eu e a parte desportiva iremos falar com o Gil Lameiras.

- Gostou do trabalho que ele fez na reta final do campeonato?

- Aquilo que eu gostei foi chegar ao último jogo e ver oito atletas da equipa B a terminar o jogo. Isso foi uma grande vitória, significou o trabalho que foi desenvolvido durante estes anos todos e significou que podemos conquistar o futuro.

- E para diretor desportivo? Já tem «a pessoa certa»?

- Já identificámos o perfil que queremos e que se enquadra naquilo que são as nossas ideias para o futebol profissional e formação, mas não é a altura ideal para falar em nomes. Não quer dizer que as coisas não possam evoluir até ao dia das eleições, mas tem havido algumas conversas, boas conversas.

- Com mais do que uma pessoa?

- Poderá... poderá ser.

- Traça alguma meta em termos desportivos?

- Acho que a meta mais importante para traçar é não criar expectativas que, por vezes, podem não acontecer, porque não controlamos. Aquilo que posso prometer, em termos desportivos, é que lutaremos todos os jogos com todo o compromisso, exigência e consistência. Com muita mística, muita cultura de Vitória, iremos lutar todos os jogos para ganhar.

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