Jair foi uma das 'motas' dos unionistas, mas viu a barra negar-lhe uma grande ocasião de golo — Foto: UD Leiria
Jair foi uma das 'motas' dos unionistas, mas viu a barra negar-lhe uma grande ocasião de golo — Foto: UD Leiria

Voo(s) espetacular(es) de Lourosa até Tondela (crónica)

Vítor Hugo trancou a baliza e ofereceu um ponto aos lusitanistas. Equipa do Lis, que jogou em casa emprestada, não aproveitou deslizes de Marítimo e Viseu

Se na primeira volta o Lusitânia de Lourosa-UD Leiria foi realizado... no Algarve, este domingo, a segunda partida entre estas duas equipas teve como palco... o Estádio João Cardoso, em Tondela. Em ambos os casos, esteve em causa a indisponibilidade dos estádios de lusitanistas — em obras — e unionistas — devido à tempestade Kristin. Mas ao contrário do que aconteceu no Sul do País, a 9 de novembro de 2025, quando foi batido um recorde negativo de espectadores (73!), este (belíssimo) duelo contou com muitos adeptos em território beirão.

E foi, talvez, motivado pela excelente paisagem proveniente da belíssima Serra do Caramulo que Vitor Hugo se inspirou para um final de tarde de enorme categoria.

O guarda-redes do emblema aveirense defendeu tudo o que havia para defender e as suas luvas de ferro garantiram um ponto à formação de Pedro Miguel.

Juan Muñoz, Pablo Fernández e Dieu Michel foram as principais vítimas de Vitor Hugo — que contabilizou oito intervenções de nível superlativo —, com Jair a ter a barra como principal inimiga (28').

Do lado do Lusitânia, destaque também para a solidez coletiva e pela inteligência na exploração das transições, mas Miguel Teixeira e Rodrigo Martins não foram felizes.

A UD Leiria não aproveitou o empate do Marítimo e a derrota do Académico de Viseu, e ainda poderá perder terreno para Torreense e Vizela, que jogam amanhã e terça-feira, respetivamente. Os unionistas deram passo atrás na luta pela subida.