Villas-Boas volta a disparar com estrondo contra Sporting e Benfica
André Villas-Boas voltou a utilizar o editorial na revista Dragões para atacar os principais rivais, começando por abordar «a dimensão dos perigos que esperam o FC Porto» na fase final da temporada.
O primeiro visado é o Sporting, com o presidente dos dragões a comentar o arquivamento dos casos das alegadas agressões de Luis Suárez a Bednarek e de Morten Hjulmand e Tiago Galleto do Aves SAD, por parte do Conselho de Disciplina da FPF. «Nada disto surpreende», afirma, tomando como exemplo o cartão amarelo que Luis Suárez viu em Alverca por simulação, após alegar que não tinha sofrido penálti.
«Também não surpreende a futura introdução do cartão branco nas Ligas Profissionais, à boleia de Luís Suárez, que, numa tentativa de obter novo penálti a favor do Sporting, rapidamente se arrependeu e pediu desculpas. Que pena Hjulmand não ter tido essa dignidade nos Açores. Não perderam tempo os cartilheiros ao serviço do manto verde a indignarem-se contra o melhor árbitro português [João Pinheiro], numa clara tentativa de amenizar os gestos de “roubo” que o jogador dirigiu ao árbitro Cláudio Pereira, que saiu de Alvalade com rótulo de ladrão e com uma garrafa de vidro na cabeça, e que valeram ao jogador apenas um (!) jogo de suspensão, quase que convenientemente alinhado com o primeiro jogo pós-paragem de seleções.»
Villas-Boas alega que o Sporting é o clube mais beneficiado da Liga. «Noutro âmbito, mas na linha de acontecimentos que inadvertidamente parecem sempre beneficiar o clube do costume», escreve, para introduzir o tema do adiamento do encontro entre os leões e o Tondela.
«O FC Porto solicitou à Liga esclarecimentos sobre o caso da remarcação do Sporting CP–Tondela, um dos mais recentes escândalos que abalam a Liga Portugal, após o Sporting e a Liga decidirem, unilateralmente e fora do âmbito da Comissão Permanente de Calendários e de marcação de jogos, adiar um jogo de forma inesperada e infundada, quebrando assim o regulamento das competições», atira.
A Liga decidiu que esse jogo em atraso fica marcado para 29 de abril, caso o Sporting caia nos quartos de final da Champions League para o Arsenal. Se os leões passarem às meias-finais da prova milionária, a Liga vai anunciar outra data.
Villas-Boas não concorda com esta decisão: «Desengane-se quem pense que o adiamento foi regulamentar ao abrigo da lei das 72 horas [de descanso entre jogos]. Lá veio a sonsice no apoio a tal mentira. Isto já não é só prevaricar com a verdade desportiva: é influir diretamente no desfecho final do campeonato, tanto na luta pelo pódio como na luta pela manutenção.»
Ataque ao Benfica
Virando as atenções para o Benfica, Villas-Boas não indica o nome do rival, enunciando-o desta forma: «Uma associação desportiva portuguesa, conhecida por contratar “padres” para rezar “missas” em eventos desportivos.»
O presidente azul e branco atacou o comunicado do Benfica, que pedia sanções desportivas ao FC Porto por causa do do caso dos e-mails. «Pediu ao Conselho de Disciplina da FPF para penalizar o FC Porto por revelar os conteúdos de tais escandalosas práticas religiosas. O FC Porto deseja sorte à justiça para provar a veracidade dos factos, em conformidade com a gravidade dos conteúdos, pois as probabilidades de aparecer um Gonçalves qualquer para ser usado como bode expiatório são altíssimas.»
Concluindo, Villas-Boas alega existirem certas tentativas de encobrimento por parte de Sporting e Benfica. «São estas tristes realidades, e uma incapacidade evidente de gerir o futebol português, que afetam a credibilidade das instituições. Que saudades devem ter dos apanha-bolas do FC Porto e da decoração do balneário do Dragão, que tanta falta fazem ao futebol português para encobrir outras práticas», afirmou.
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