Coluna Anjo da Independência, no México
Coluna Anjo da Independência, no México

NASA monitoriza cidade de abertura do Mundial: afunda-se 2 centímetros por mês

Cidade do México está a ser acompanhada desde um satélite no espaço

A agência espacial norte-americana NASA está a monitorizar, com tecnologia de ponta, a Cidade do México, que irá acolher jogos do Campeonato do Mundo, dado que a capital mexicana está a afundar-se até 25 centímetros por ano.

Um fenómeno geológico está a causar preocupação, uma vez que, dentro de pouco mais de um mês, a 11 de junho, será palco da cerimónia e do jogo de abertura, entre o México e a África do Sul.

A capital do México está a afundar-se a um ritmo alarmante, com algumas partes a descer mais de 2 centímetros por mês, uma consequência do ritmo insustentável de extração de águas subterrâneas, o que provocou, sob o peso da cidade, a compressão da camada aquífera subjacente.

Este fenómeno levanta questões sobre a estabilidade estrutural de vários locais importantes na metrópole, incluindo o Estadio Azteca, que receberá 5 jogos do Campeonato do Mundo.

No entanto, as expectativas são de que o estádio, que já acolheu jogos nos Campeonatos do Mundo de 1970 e 1986, incluindo as finais e uma meia-final em cada uma dessas edições, não apresente qualquer risco no torneio deste verão. A situação está a ser atentamente monitorizada pelas autoridades e organizadores.

O afundamento da metrópole está a ser monitorizado em tempo real graças a um dos sistemas de radar mais avançados alguma vez enviados para o espaço. Conhecido como NISAR, o satélite consegue detetar alterações mínimas na superfície terrestre. «O NISAR leva a observação da Terra por radar a um novo nível», afirmou Marin Govorcin, cientista do laboratório de propulsão a jato da NASA.

«A Cidade do México afunda-se principalmente devido à água subterrânea na camada aquífera subjacente: esta é bombeada a um ritmo que excede em muito a recarga natural das precipitações. À medida que a água é extraída, a camada aquífera compacta-se sob o peso da cidade acima», refere.

Como exemplo, é apontado o monumento do Anjo da Independência, erguido em 1910 para comemorar 100 anos do início da guerra de independência do México: tem uma altura de 36 metros e precisou que lhe fossem adicionados 14 degraus ao longo do tempo para compensar.

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