Hugo Viana - foto: Man City
Hugo Viana - foto: Man City

Viana: «Bernardo e Stones disseram que não podiam jogar contra o City»

Diretor de futebol do Manchester City fala do mercado de verão

O diretor de futebol do Manchester City, Hugo Viana, revelou que Bernardo Silva e John Stones fizeram questão de sair da Premier League para não terem de defrontar a sua antiga equipa. Ambos os jogadores, considerados lendas do clube, saíram este verão, para o Real Madrid e para o Inter, respetivamente.

Em entrevista publicada pelo clube inglês, em jeito de balanço do mercado de verão, o dirigente português partilhou detalhes das conversas que teve com os dois jogadores, sublinhando a forte ligação emocional que estes mantêm com o clube de Manchester. «Um dos pontos interessantes que tivemos durante as nossas conversas foi que ambos sentiram que não podiam ficar na Premier League. Tinham de ir para o estrangeiro porque não conseguem defrontar o Manchester City», afirmou.

Bernardo Silva, que chegou em 2017, representou o City em 460 jogos ao longo de nove épocas, tornando-se um líder e capitão. Por sua vez, John Stones, contratado em 2016, evoluiu para um dos melhores defesas do mundo sob o comando de Pep Guardiola. Juntos, foram peças-chave na conquista de 20 títulos importantes.

Viana destacou a impossibilidade de substituir jogadores com tal impacto. «Não os podemos substituir. É impossível. Dentro e fora do campo. Foram muito importantes para o clube, no balneário e no dia a dia», começou por dizer, acrescentando que mantém o contacto com ambos. «Ainda ontem o John enviou-me uma mensagem a desejar boa sorte para o jogo [vitória por 1-0 sobre o Manchester United]. Acredito sinceramente que ficam felizes quando ganhamos e tristes quando perdemos ou empatamos.»

O diretor de futebol acredita que os dois continuarão a ser adeptos do City. «Eles sentiram-se realmente parte da família do Manchester City. Isso significa muito para mim e para o clube, ter esse tipo de jogador com essa mentalidade. Sinto que eles ainda são adeptos do Manchester City, com certeza.»

Outra saída de peso foi a de Rodri, que rumou ao Barcelona após sete épocas. O médio espanhol, que marcou o golo da vitória na primeira final da Liga dos Campeões do clube e venceu a Bola de Ouro, também optou por uma liga estrangeira. «Penso que ele é outro exemplo como o John e o Bernardo. É outro jogador que teve de ir para o estrangeiro», explicou Viana, que admitiu que o clube gostaria de o ter mantido.

«Tivemos uma conversa muito honesta e, mais uma vez, ele estava a pensar em mudar-se e voltar para o seu país, e nós compreendemos. É outro jogador que não podemos substituir, porque é talvez um dos melhores, se não o melhor, na sua posição atualmente», concluiu.

A despedida de Bernardo e Stones no último jogo no Etihad, com guardas de honra e uma cerimónia de homenagem, foi também elogiada por Hugo Viana como um exemplo do tratamento especial que o Manchester City dispensa aos seus jogadores e famílias, um legado construído por diretores anteriores como Txiki Begiristain, Brian Marwood, Ferran Soriano e Khaldoon Al Mubarak.

«Mas, claro, outra coisa de que nos devemos orgulhar é da forma como tratamos aquele jogador que tanto deu a este clube quando ele está a pensar em sair. Temos também de respeitar isso e ser positivos.»

«É também nosso trabalho estarmos preparados para essas situações e tentar trazer outro Rodri, outro John, outro Bernardo, para estarem aqui nos próximos oito, nove, dez anos.»

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