Verstappen gosta da «vida normal»: «Não preciso de conhecer celebridades»
Max Verstappen, de 28 anos, tetracampeão mundial de Fórmula 1 com a Red Bull, descreve-se como um homem simples, focado exclusivamente no desempenho, e não na fama ou em círculos sociais de celebridades. O piloto neerlandês afirma que não sente necessidade de mudar ou de impressionar ninguém.
O piloto, que lutou pelo título mundial em 2025 até ao último momento, apesar de os pilotos da McLaren terem dominado a primeira parte da temporada, sublinha o papel essencial da família e dos amigos próximos, que o ajudam a manter os pés na terra, apesar da enorme exposição que da competição.
Embora encontre frequentemente celebridades e pessoas influentes, Verstappen afirma que só quer faz o seu trabalho na pista e depois regressar a uma vida normal, que tenta manter o mais simples e livre de extravagâncias possível, ao lado da mulher, Kelly Piquet, e das duas filhas.
«Tento apenas ser eu mesmo, sinceramente. Não preciso de conhecer pessoas famosas. Não tenho de me comportar de forma diferente, porque sei o que tenho de fazer, que é ter desempenho, certo? Se não tiver desempenho, sou eliminado. É tão simples quanto isso», declarou o tetracampeão mundial numa entrevista concedida a um patrocinador, quando está prestes a começar a nova temporada de Fórmula 1.
«Tenho amigos muito bons à minha volta que me mantêm com os pés na terra. O mesmo acontece com a minha família. Eles são os mais importantes na minha vida. Claro, ao longo do caminho, devido à F1, conhecemos muitas pessoas importantes, celebridades, como disseste, mas não estou aqui para isso. Simplesmente aceito a situação. Faço o que tenho de fazer e depois vou para casa. É por isso que tento manter a minha vida super simples, nada de extravagante. Tento apenas viver uma vida normal fora da Fórmula 1», completou, ele que costuma escolher Portugal para as suas férias.
Olhando para o futuro, o neerlandês reconhece que nada é garantido na carreira de um piloto. Declara-se grato pelos títulos já conquistados, mas tranquilo independentemente do que vier.
«É sempre difícil dizer com certeza que se vai conseguir, porque nunca se sabe como a carreira pode evoluir. Claro, tive a sorte de já ter ganho muito. Como disse na altura, se acontecer mais, se conseguir mais, fantástico, ótimo, aceito, mas se não, também está tudo bem. Como pessoa, sou bastante descontraído. Veremos o que acontece», disse o piloto neerlandês.
Questionado sobre como se sentiria daqui a 20/30 anos, quando as pessoas se referissem a ele como uma das lendas da F1, respondeu: «É uma boa pergunta. Daqui a 20, 30 anos, não faço a mínima ideia. Nem sequer sei exatamente o que farei então. Mas aqueles quatro títulos vão permanecer. Isso é certo. Ninguém mos pode tirar.»
A nova temporada de Fórmula 1 terá início a 8 de março, na Austrália.
Previamente, haverá dois períodos de testes, no Bahrain: de 11 a 13 de fevereiro e de 18 a 20 de dezembro.