Vencedor de Toulon atira-se ao posto de 'quinto' central portista
Entre os vários jovens formados no FC Porto que Francesco Farioli tem avaliado desde o arranque da pré-temporada, apenas dois atuam na defesa: o polivalente lateral Yoan Pereira e o central Luís Gomes. Desde a manhã de hoje que o setor ficou amplamente mais composto, com os regressos de Bednarek, Kiwior, Prpic e Zaidu, mas os dois jogadores made in Olival prometem não baixar os braços na tentativa de convencer o treinador italiano a ver neles opções viáveis para a época... a doer. No caso de Luís, há mesmo a perspetiva de poder fixar-se como alternativa direta ao quarteto de centrais do plantel principal, que, salvo alguma proposta louca por Jakub Kiwior, está fechado. Mas vamos por partes.
Como A BOLA adiantou em tempo oportuno, a SAD liderada por André Villas-Boas não tem planos de atacar o mercado em busca de mais uma opção para o eixo defensivo. A estrutura portista e Farioli confiam nas capacidades de Bednarek, Kiwior, Nehuén Pérez e Prpic para assegurarem a posição ao longo da época e há ainda Pablo Rosario, cuja polivalência é bem conhecida e amplamente valorizada pelo técnico de 37 anos.
Por outro lado, os bês também têm o intuito de servir de antecâmara à entrada dos talentos no plantel principal e, em simultâneo, de fornecer resguardo à equipa A em caso de necessidade. E é nesse reduto que Farioli pode encontrar uma outro defesa-central puro como solução perante alguma eventual lesão ou imprevisto de outra ordem.
Aos 21 anos, Luís Gomes entra na 12.ª temporada de dragão ao peito identificado como um dos jogadores formados pelo FC Porto com maior margem de progressão. Dono de elevada estatura — 1,89 metros de altura — ganhou maior rodagem no patamar sénior em 2025/26, somando 17 encontros pela equipa B, orientada por João Brandão. É, também, presença regular nas seleções jovens, tendo ajudado os sub-20 de Portugal a conquistarem o Torneio de Toulon no início de junho (participou em duas partidas).
Agora, Luís Gomes dispõe de uma séria oportunidade para mostrar serviço entre os graúdos, sabendo de antemão que será na equipa secundária que vai encontrar um espaço competitivo mais regular, até porque deverá assumir o estatuto de patrão nesse contexto. Felipe Silva deve rumar a outras paragens durante o verão — o São Paulo está fortemente interessado — e Gabriel Brás (está a trabalhar com o plantel principal) também é forte candidato a mudar de ares: aos 22 anos, soma já três épocas completas na equipa B e prepara-se para testar outro patamar.