Bélgica provoca EUA: «Revertam isto!»

Lukaku dançou com Trump e outras provocações por causa do caso Balogun

A Bélgica garantiu a passagem para os quartos de final do Mundial 2026 ao golear os Estados Unidos por 4-1, num jogo marcado por provocações dentro e fora de campo. Lukaku, autor do último golo, celebrou com uma dança e dedicou o tento a Onana, que saiu lesionado. A federação belga aproveitou ainda para ironizar nas redes sociais, na sequência da polémica em torno do avançado norte-americano Balogun.

O golo que selou a goleada surgiu já nos descontos da segunda parte. Numa noite defensivamente desastrada para a equipa dos Estados Unidos, Vanaken aproveitou um erro de Richards para roubar a bola e assistir Lukaku, que, na área, rematou colocado para o fundo das redes.

Nos festejos, o avançado belga correu com as mãos nas orelhas, juntou-se aos suplentes junto à bandeirola de canto para uma dança a fazer lembrar as que o presidente Donald Trump faz em comícios e, por fim, ergueu a camisola 24 do seu colega Onana.

Lukaku, Meunier, Witsel e Trossard imitaram a dança característica de Donald Trump, um movimento rítmico de braços e tronco com os punhos cerrados.

Este foi o terceiro jogo consecutivo em que Lukaku marcou no Mundial. O ponta de lança, que começou o encontro contra os Estados Unidos no banco, já tinha faturado contra o Senegal e a Nova Zelândia.

A vitória robusta serviu de mote para mais provocações, relacionadas com o caso de Balogun. Recorde-se que o avançado norte-americano, expulso no jogo contra a Bósnia e Herzegovina, viu o seu cartão vermelho ser suspenso após um alegado pedido de revisão do presidente dos EUA, Donald Trump, a Gianni Infantino, presidente da FIFA, que, por sua vez, negou qualquer interferência na decisão do Comité Disciplinar.

Após o apito final, a conta oficial da seleção belga na rede social X publicou uma imagem do quarto golo com a legenda «Overturn this», que se traduz para «Anulem isto também!». A federação belga também fez questão de sublinhar que o desporto se chama «football» e não «soccer», termo utilizado nos Estados Unidos.

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