Velhos vícios, sangue novo e reforços... apagados: como atuaram os jogadores do Benfica

Surpresa de Marco Silva perdeu efeito devido à agressividade adversária. Fragilidades da base da temporada passada combatidas com 'míudos' e novas oportunidades. Força de vontade de Bah e Manu Silva contrastou com insegurança de Barrenechea e António Silva

Reforços: erros, nervosismo e bons pormenores

Lenglet — Estreia intermitente do experiente central. Lenglet intercalou momentos de serenidade com reflexos de nervosismo com bola. Aos 9', acumulou erros de abordagem a meio-campo que destaparam o lado esquerdo da defesa das águias. Procurou jogar pelo seguro face à pressão carioca, mas tal não impediu que perdesse a bola na primeira fase de construção. Falta de velocidade deixou-o em situações desconfortáveis. À procura da melhor versão.

Kaminski —Cavalgada pouco depois de ter entrado em campo (58') animou os adeptos encarnados presentes no Estádio Algarve, mas pecou na tomada de decisão. A falta de inspiração do segundo onze encarnado dificultou a possibilidade de mostrar sinais entusiasmantes. Tentou, ainda assim, ligar-se ao jogo, tanto à direita, como à esquerda. Defensivamente, pecou na ajuda a José Neto, especialmente na jogada do segundo golo carioca.

Gabriel Índio —Nervosimo característico da estreia podia ter custado caro. A tentativa de passe frontal do jovem central de 17 anos foi intercetada por Luíz Araújo que disparou para a baliza encarnada. Trubin afastou o perigo. Defendia à zona, quando Samuel Lino disparou no corredor esquerdo defensivo dos encarnados rumo ao segundo golo do Flamengo. Melhorou ao longo da segunda parte à boleia de receções, passes seguros e do ritmo mais baixo da partida.

Miúdos: azar, atitude e sangue frio

Jaden Umeh—Infelicidade tirou grande surpresa de Marco Silva do jogo aos 30'. O extremo de 18 anos garantiu largura e profundidade desde o início. Procurou romper com virtuosismo, mas as primeiras tentativas foram neutralizadas com facilidade. Quando se estava a começar a soltar, sofreu entrada dura de Emerson Royal, aos 20'. Umeh ainda aguentou mais 10 minutos, mas acabou por ser rendido por Prestianni após a pausa para hidratação.

José Neto — Mais ofensivo que Dahl, tentou dar soluções por dentro. Ficou mal na fotografia quando tentou pressionar Emerson e libertou o corredor no segundo golo do Flamengo.

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Daniel Banjaqui— Confiante, destacou-se com um passe delicioso para Ivanovic aos 83'.

Rui Silva— Seguro com a bola no pé e no posicionamento.

Miguel Figueiredo— 17 anos de muita frieza e critério. Tranquilo numa partida exigente.

Regressos à melhor forma de uns contrastam com a teimosa insegurança de outros

Trubin — Emanou tranquilidade. Aos 9', fez valer envergadura fisica e a anulou tentativa de chapéu de Samuel Lino com facilidade. Sem responsabilidade nos dois golos sofridos. A poucos minutos do apito final, voltou a evitar um chapéu carioca.

Bah — Todo-o-terreno à disposição de Marco Silva. Primeira parte de alto nível do lateral dinamarquês, tanto a atacar como defender. À boa maneira do técnico luso, teve ordem para subir e garantir largura, enquanto Rafa pisava corredor central. Procurou explorar inúmeras vezes as costas do setor defensivo carioca. Em cima do intervalo, aventurou-se no corredor central e sofreu penálti que Pavlidis converteu.

António Silva —Seguro nas dobras a Lenglet até ao primeiro golo do Flamengo. Samuel Lino antecipou-se ao central luso e os dois introduziram, a meias, a bola na baliza. Na segunda parte, voltou a ser ultrapassado, desta feita por Wallace Yan, autor do segundo golo . Instável.

Dahl —Exibição discreta. Menos interventivo e efetivo no ataque do que Bah face ao maior protagonismo do extremo esquerdo na largura. Defensivamente, pecou quando perdeu de vista Emerson Royal.

Barrenechea —Demorou a entrar no jogo. O médio argentino teve muitas dificuldades para contornar a pressão carioca e dar soluções na saída de bola. Inseguro com a bola no pé, contina a transmitir fragilidades em transições defensivas. Melhorou na segunda parte.

Leandro Barreiro —Mais descaído pela direita, tentou explorar o espaço entre o defesa central e o lateral esquerdo adversário, mas foi pouco incisivo.

Sudakov —De regresso à posição predileta. O internacional ucraniano foi o farol da circulação de bola enquanto esteve em campo. Facilitador nato, pecou na tomada de decisão. Sem bola, juntou-se a Pavlidis num 4x4x2 pouco efetivo na pressão.

Rafa —De volta aos corredores laterais. Aproveitou a largura de Bah para pisar o corredor central a construir, mas só conseguiu criar perigo quando teve espaço para progredir com bola. Fragilidades evidentes a ajudar Bah a defender a largura.

Pavlidis —Pouco interventivo pois foi sempre bem vigiado. Na segunda parte, conseguiu recuperar a bola em zona subida e ligar setores. Novamente letal da marca dos 11 metros.

Prestianni —Subiu os ânimos assim que entrou em campo, com duelos que fizeram faísca. Desequilibrador nato, escorregou em duas ocasiões quando tinha a baliza na mira. Terminou a segunda parte ligado à corrente após minutos cinzentos. Podia ter assinado o empate em cima dos 90', mas, com a baliza escancarada, acertou em cheio no poste.

Ivanovic — Apareceu na reta final. Descoberto por Banjaqui eve o empate nos pés aos 83', mas atirou para garande defesa de Rossi. Mostrou credenciais fora da área.

Manu Silva — Acrescentou critério na primeira fase de construção. Tranquilizou os encarnados com o esférico em posse, mas teve pouco seguimento.

João Rego— Tentou renovar energia na meia esquerda.

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