Revolução a caminho: Maldini assume cargo inédito na federação italiana
A lenda do Milan e da seleção italiana, Paolo Maldini, aceitou a proposta do novo presidente da Federação Italiana de Futebol (FIGC), Giovanni Malagò, para assumir um cargo sem precedentes na estrutura federativa. Maldini será o novo diretor técnico e presidente de todos os escalões jovens, numa mudança que assinala uma viragem significativa em relação ao passado.
Com esta nova função, Maldini terá a grande responsabilidade de contribuir ativamente não só para a escolha do próximo selecionador nacional, mas também para a gestão de toda a estrutura das seleções italianas. De forma surpreendente, juntar-se-á a ele o brasileiro Leonardo, ex-PSG com olho para o talento, que desempenhará o papel de consultor.
O principal objetivo do projeto é relançar a seleção, com vista ao próximo Campeonato do Mundo, disputado em Portugal, Marrocos e Espanha em 2030. Para tal, Maldini assinou um contrato de quatro anos, com condições financeiras consideradas vantajosas para a federação. A dupla Maldini e Leonardo começará agora a discutir o futuro selecionador, sendo necessário avaliar se os nomes que têm circulado e que agradam a Malagò também colhem o seu consenso.
O presidente da FIGC, Giovanni Malagò, mostrou-se extremamente satisfeito com o desfecho. «A verdade é que Maldini sempre foi o meu objetivo. Sempre pensei que ele poderia ser a pessoa certa para supervisionar o setor técnico da FIGC, que não envolve apenas a seleção principal, mas toda a estrutura das seleções jovens», afirmou ao Tg2 post.
Malagò revelou ainda que a inclusão de Leonardo foi uma sugestão do próprio Maldini. «Em duas semanas, avançámos com os projetos e o Paolo disse-me desde logo que ficaria feliz em envolver o Leonardo como consultor, porque o trabalho é muito, exigente e desafiador. Estou contente, porque tenho uma profunda estima pelo Leonardo. São duas faces da mesma moeda, há um compromisso de quatro anos que nos deve levar daqui até ao próximo Mundial em 2030, passando por um Europeu», explicou.
Relativamente à escolha do novo selecionador, o presidente da federação foi claro: «Não quis ouvir ninguém porque é justo partilhar em conjunto a escolha do próximo treinador da seleção nacional.»