Mathieu van der Poel somou a segunda vitória em etapas na presente edição do Tirreno-Adriático

Van der Poel vence batalha explosiva no Tirreno-Adriático

O neerlandês sobreviveu à dura seleção imposta na subida final do percurso e conquistou a segunda vitória nesta edição da Corrida dos Dois Mares. Giulio Pellizzari tirou a camisola azul a Isaac Del Toro com a bonificação do segundo lugar

Mathieu van der Poel conquistou a vitória na quarta etapa do Tirreno-Adriático, de 207 quilómetros entre Tagliacozzo e Tortoreto, impondo-se num sprint final entre um grupo restrito de candidatos aos primeiros lugares da classificação geral. O neerlandês sobreviveu à dura seleção imposta na subida final do percurso, a cerca de 15 km da meta, e confirmou excelente momento de forma com segundo êxito nesta edição da Corrida dos Dois Mares.

O corredor da Alpecin-Premier Tech executou um sprint perfeito, culminando um final de etapa caótico, marcado pelo ritmo agressivo da Visma e pelos ataques do líder da corrida, Isaac del Toro, que foi desapossado da camisola azul por Giulio Pellizzari, devido à bonificação de seis segundos que o corredor da Red Bull conquistou pelo segundo lugar na etapa. O italiano tem dois segundos de vantagem sobre o mexicano da UAE Emirates, a três jornadas do final da prova.

A corrida começou a definir-se quando a fuga original foi anulada, no sopé da decisiva subida final, a 16 quilómetros da meta. Então, a Visma assumiu o controlo com Matteo Jorgenson a impor ritmo implacável que reduziu drasticamente o pelotão a cerca de vinte unidades. A alta velocidade deixou para trás nomes importantes como Julian Alaphilippe, Richard Carapaz e Magnus Sheffield, enquanto Van der Poel, Wout van Aert, Filippo Ganna, Primoz Roglic e Ben Healy se mantiveram na frente.

Na secção mais íngreme da subida, o líder da prova, Isaac del Toro, lançou um ataque violento. A resposta de Van der Poel foi imediata, com Wout van Aert também a conseguir acompanhar, formando um grupo de elite na dianteira.

Após a subida, seguiram-se várias tentativas de ataque para quebrar o impasse. Giulio Pellizzari tentou surpreender na descida e Jorgenson também procurou a sua sorte, mas Del Toro anulou repetidamente todas as investidas.

A batalha tática prolongou-se até ao último quilómetro. Jan Christen (UAE Emirates) e Filippo Ganna (Ineos) tentaram ataques sucessivos, mas sem sucesso. Já na preparação para o sprint, Wout van Aert (Visma) aumentou o ritmo, mas foi Van der Poel quem desferiu o golpe decisivo a poucas centenas de metros da meta, garantindo a vitória na etapa.