Depay quer camarote, o estádio para ele e até prémio por Mundial que pode nem jogar
A renovação de Memphis Depay com o Corinthians está longe de ser uma simples questão de salários. O avançado neerlandês apresentou uma lista de exigências pouco habitual para prolongar o vínculo por mais duas temporadas — e há pedidos que vão muito além do relvado.
Segundo a Gazeta Esportiva, uma das condições passa pela cedência de um camarote na Neo Química Arena. Depay quer ainda que o Corinthians disponibilize o estádio durante dois dias para eventos organizados por si, ficando 50% das receitas dessas iniciativas para o seu staff. A direção aceitou estas condições.
Mas há mais. O neerlandês também pretende garantir uma fatia de um eventual bónus pela conquista do Mundial de Clubes 2029... mesmo que já não esteja no Corinthians quando o torneio for disputado, daqui a três anos. A justificação apresentada pelo jogador é que teria participado no processo de reconstrução do clube. Esta exigência, porém, foi recusada pela direção.
O dinheiro dos títulos é, aliás, o principal ponto de discórdia nas negociações. A equipa de Depay propôs que o jogador recebesse 20% do prémio conquistado pelo Corinthians em cada título, mas o clube rejeitou a ideia. Em contrapartida, estabeleceu uma condição: para receber os prémios, Depay terá de disputar pelo menos 50% dos jogos, com um mínimo de 45 minutos em cada partida.
Há ainda uma particularidade relacionada com o equipamento: caso renove, o atacante terá de utilizar produtos da Nike, fornecedora do Corinthians, nos jogos disputados na Neo Química Arena. A exceção será o calçado, que poderá continuar a ser da Puma, marca que o patrocina.
A renovação divide opiniões dentro do Corinthians, com dirigentes e conselheiros a questionarem o elevado investimento num jogador que, esta temporada, participou em apenas 14 jogos, 11 como titular, com um golo e uma assistência.
Do outro lado estão o presidente Osmar Stabile, o diretor de futebol Marcelo Paz, o treinador Fernando Diniz e parte dos adeptos, que defendem a continuidade do camisola 10.
Por agora, as negociações continuam.
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