Unidos nos grandes desafios
Depois de um ano absolutamente histórico para as nossas Seleções Nacionais, o futebol português entra em 2026 com rumo coletivo para garantir novos sucessos claramente delineado. Grandes desafios emergem, para lá dos que serão jogados no Mundial de futebol ou no Europeu de Futsal, e a Federação Portuguesa de Futebol (FPF) convoca todos os agentes desportivos para um caminho de união rumo à vitória.
Portugal despediu-se de 2025 com o reconhecimento da extraordinária qualidade dos nosso futebol, em diferentes latitudes. Os campeões da Europa e do Mundo de sub-17 tornaram-se, na sexta-feira, os mais jovens de sempre a receber a Ordem de Mérito, atribuída pelo Presidente da República à equipa orientada por Bino Maçães, condecorada pelo exemplo inspirador proporcionado pelo percurso na Albânia e no Catar, respetivamente.
Dias antes, ninguém ficou indiferente ao talento nacional premiado na gala de atribuição dos Globe Soccer Awards, que reuniu no Dubai os melhores da modalidade, em 2025.
Sucesso e união ficarão como marcas perenes da liderança de Pedro Proença, que logo nestes primeiros dias de 2026 traçou o caminho para a construção de mais conquistas, só possíveis com um futebol sustentável, competitivo, coeso. Num artigo publicado a 2 de janeiro, apontou o rumo de forma assertiva e não se ficou pelo enunciar de prioridades. Avançou com medidas concretas.
Mais do que constatar a urgência da reformulação dos quadros competitivos, anunciou alterações na Taça de Portugal, já a partir da próxima época (equipas da Liga Portugal Betclic entram em cena só na 4.ª eliminatória e as meias-finais serão disputadas num só jogo). O mesmo na abordagem da arbitragem, com a apresentação do primeiro grande Plano Nacional de Arbitragem, entre outras evoluções, também no âmbito tecnológico, como a Ref Cam e o fora de jogo semi automático.
A FPF avança com o suporte da verdadeira base do sucesso: o diálogo transversal com as Associações Distritais e Regionais, as Associações de Classe, a Liga Portugal e os Clubes. A união marca o novo modelo de governação, mais agregador, inclusivo e transparente, que a todos dá voz. Que a todos protege, num projeto que assume a discussão de um «novo modelo de redistribuição da riqueza, contemplando todos». De novo, não são meras palavras: a Task Force que irá, até ao final da época, repensar todo o modelo de sustentabilidade do Futebol Português entra em funções também este mês.
É com esta postura construtiva, dialogante, inclusiva — no escrupuloso respeito do princípio da autorregulação —, que o futebol português se posiciona perante os desafios de 2026, da centralização dos direitos audiovisuais à discussão de medidas legais mais justas para todo o ecossistema do futebol.