Lance envolveu uma possível mão de Leonardo Rivas, após remate de Sidny Cabral

Um erro grave no Benfica-Aves SAD: a análise de Pedro Henriques

Especialista de A BOLA avalia abbitragem de Miguel Fonseca no jogo da 23.ª jornada da Liga

Em jogo onde o árbitro não mostrou cartões amarelos e apenas assinalou 21 faltas, ficou um penálti por assinalar na vitória do Benfica por 3-0 frente ao Aves SAD.

Miguel Fonseca (AF Porto) - Nota 5

3'- Os contactos ligeiros e inconsequentes de braços e mãos entre jogadores são frequentes; não obstante, quem sofre esse contacto normalmente deixar cair-se com facilidade. Foi o que aconteceu no lance entre Mateus Pivô e Andreas Schjelderup na área dos avenses, onde não houve motivo para qualquer infração para penálti.

11' - Quando um jogador faz uma recarga, após defesa do guarda redes, o que conta para analisar se está ou não em posição de fora de jogo não é o momento da recarga, mas sim o momento do remate do seu colega; foi o que aconteceu a Bah, que estava em jogo quando Pavlidis rematou.

35' - Uma vez mais uma queda na área quando não houve qualquer infração, uma queda de alguém que se desequilibra e sofre apenas um ligeiro e inconsequente contacto. Tudo certo e sem penálti sobre Pavlidis em lance com Paulo Vitor.

43' - Muito bem o assistente no golo de Rafa, onde em dois momentos tem de ser avaliados: o não impacto de Pavlidis primeiro e de Schjelderup depois, que estão em fora de jogo posicional, e também a avaliação correta da posição de Sidny Lopes Cabral aquando do remate de Schjelderup.

67' - Os lances de mão são de cada vez mais difícel interpretação e análise, quer para o árbitro no campo, quer para o VAR na sala. Para além do movimento deliberado, está também sempre em jogo a dupla questão da volumetria e da posição da mão/braço ser ou não natural, e estar de acordo com o gesto técnico. Neste caso em concreto, é uma atenuante o facto da bola ter resvalado na perna, que para mim não é suficiente para considerar ressalto, pois a bola seguiu a trajetória que já levava inicialmente para a baliza e só foi interrompida pela mão esquerda de Leonardo Rivas, que movimentou o braço de cima para baixo acabando por tocar na bola e mudar a trajetória. Não sendo dos lances mais claros e óbvios, este toque de mão na bola constitui para mim uma infração e é passível de pontapé de penálti. Não foi esse o entendimento do VAR.

76’ - Cumpriu o protocolo. Pavlidis estava em posição de fora de jogo quando recebeu a bola do cabeceamento de António Silva, num lance que quase deu golo. Bem o assistente, que retardou a indicação de fora de jogo, deixando a jogada terminar.

90' - Os quatro minutos de tempo extra, recuperação do tempo perdido, que foram dados, foram em virtude basicamente das quatro paragens para substituições onde entraram sete jogadores e para o momento em que o VAR esteve a analisar um possível pontapé de penálti na área dos avenses.

POSITIVO
A gestão disciplinar, embora de risco, e as poucas faltas assinaladas — apenas vinte e uma. Assistentes em bom plano.
NEGATIVO
Dos 97 minutos de jogo, jogaram-se apenas 53, muito pouco tempo útil. Árbitro e VAR num lance de penálti.
Galeria de imagens 34 Fotos