Donald Trump, Presidente dos EUA, ao lado de Gianni Infantino, presidente da FIFA
Donald Trump, Presidente dos EUA, ao lado de Gianni Infantino, presidente da FIFA - Foto: IMAGO

Trump reage aos preços dos bilhetes no Mundial: «Eu também não pagaria»

Presidente dos Estados Unidos foi confrontado com toda a polémica envolvente aos custos dos ingressos para assistir ao Campeonato do Mundo, especialmente da sua seleção

Os elevados preços dos bilhetes para o jogo de abertura dos Estados Unidos no Mundial 2026, contra o Paraguai, geraram controvérsia, levando até o Presidente Donald Trump a manifestar o seu desagrado. Numa entrevista exclusiva ao New York Post, Trump afirmou que, apesar de querer estar presente, «para ser honesto, também não pagava» esse valor.

A polémica surgiu após o The Athletic ter revelado que a venda de bilhetes para o jogo inaugural da equipa norte-americana em Los Angeles, no Estádio SoFi, está a decorrer a um ritmo mais lento do que para outros eventos no mesmo estádio. A FIFA, o organismo que rege o futebol mundial, tem sido alvo de críticas, com o bilhete mais barato para o jogo entre os EUA e o Paraguai a custar inicialmente cerca de 950 euros.

Apesar de se mostrar preocupado com o facto de os preços poderem afastar os seus eleitores, Trump, que mantém uma relação próxima com o presidente da FIFA, Gianni Infantino, sublinhou que o volume de vendas tem sido um «sucesso incrível». «Sei que é extremamente bem-sucedido. A bater todos os recordes. Nunca tiveram nada assim», declarou o presidente, acrescentando: «Gostaria que as pessoas que votaram em mim pudessem ir.»

Por sua vez, Gianni Infantino defendeu a política de preços da organização durante a Milken Institute Global Conference, em Beverly Hills. O presidente da FIFA argumentou que os valores estão ajustados ao mercado de entretenimento norte-americano. «Estamos no mercado em que o entretenimento é o mais desenvolvido do mundo, por isso temos de aplicar as taxas de mercado», explicou.

Infantino acrescentou ainda que a revenda de bilhetes é permitida nos EUA, justificando que «se os bilhetes fossem vendidos a um preço demasiado baixo, seriam revendidos a um preço muito mais alto». Segundo o líder da FIFA, «na realidade, 25% dos bilhetes da fase de grupos estão disponíveis por menos de 250 euros», um valor que considera razoável. «Nos EUA, não se consegue ir a um jogo universitário, quanto mais a um evento profissional de topo, por menos de 250 euros. E isto é o Campeonato do Mundo!», concluiu.

A contestação aos preços não é nova. Mark Johnson, um antigo médio norte-americano e organizador de movimentos de protesto de adeptos, critica a federação dos EUA por, historicamente, não cobrar o suficiente por jogos importantes, o que leva a outras práticas. Johnson alerta que, se os bilhetes não esgotarem rapidamente, serão distribuídos a patrocinadores ou a pessoas abastadas que não são os verdadeiros adeptos.

Segundo o Sports Business Journal, a federação já chegou a oferecer bilhetes em pacotes de hospitalidade empresarial com um valor médio superior a 1950 euros por bilhete. Johnson considera que a federação deve evitar estes erros no Mundial 2026, que será organizado em conjunto pelos EUA, Canadá e México.

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