Max Scholze, de 21 anos, e Diogo Tavares, de 22, dois promissores laterais-direitos - Foto: José Sena Goulão/Lusa
Max Scholze, de 21 anos, e Diogo Tavares, de 22, dois promissores laterais-direitos - Foto: José Sena Goulão/Lusa

Trivela em terreno alheio deu origem a vitória Stoica (crónica)

Sem o carisma do José Gomes, E. Amadora construiu nova fortaleza em Alverca. SC Braga cresceu, mas viu-se ceifado por uma Serra de dentes bem afiados

Numa casa emprestada, que dista a pouco mais de 30 quilómetros da Amadora, o Estrela conseguiu criar nova fortaleza, mesmo sem o carisma do José Gomes, e provou que a força de uma equipa transcende o seu relvado. 

A partida não poderia ter começado da pior forma para a formação de Pepa — esteve na bancada a cumprir  castigo após expulsão com o Famalicão —, com um golo sofrido logo aos 5': aproveitando alguma apatia defensiva inicial, Pau Víctor serviu Gabri Martínez.

Ora, o golo madrugador ameaçava uma noite tranquila para os minhotos, mas à passagem da meia hora de jogo já Carlos Vicens mostrava má cara.

O Estrela começava a reagir com pragmatismo e mais rigor tático, com o menino Santiago Serra (19 anos), que foi surpresa no onze, a mostrar dentes bem afiados quando teve liberdade para construir a três no miolo, com Marcus Abraham e Doué, os arquitetos do golo do empate, com o camisola 39  a cruzar rasteiro, fazendo a bola atravessar a área, sem que Moutinho ou Vitor Carvalho conseguissem chegar-lhe, e Ianis Stoica entrou na área de rompante para assinar a igualdade. 

Fontes evitou males maiores

O balão de oxigénio ganho na reta final da primeira parte transbordou para o segundo tempo. Demonstrando uma dinâmica ofensiva acutilante, o Estrela desferiu golpe à passagem do minuto 56', fruto de grande momento de inspiração de Abraham ao assistir, com uma vistosa trivela, o romeno Stoica que, de cabeça, colocou a sua equipa na frente do marcador. 

Vicens respondeu com três alterações de uma assentada, com Diogo Travassos a evidenciar-se, mas a muralha defensiva montada pelo coletivo da Reboleira — com destaque para as exibições de Leo Linck e Max Scholze — aguentou a pressão minhota com tremenda eficácia.

E, diga-se, não fosse o punhado de defesas de Bernardo Fortes (ao estilo de Hornicek) e podíamos estar aqui a falar de um resultado muito mais dilatado...

O discernimento dos bracarenses foi diminuindo face ao caudal ofensivo dos tricolores e, já nos descontos, uma desatenção da defesa deixou René Mitongo isolado. O avançado belga tentou fintar Bernardo Fontes, mas o guarda-redes levou, novamente, a melhor.

Volvidos dois minutos, foi Beni Souza a aparecer na cara do guardião brasileiro, que literalmente voou para evitar o terceiro golo. O Estrela mantém-se invicto (duas vitórias e três empates) e o SC Braga voltou a marcar passo diante dos tricolores, à semelhança da época passada (3-3, na Reboleira, na 17.ª jornada, e 2-2, na Pedreira, na 34.ª e última jornada, no jogo que valeu a manutenção na Liga ao Estrela). 

O melhor em campo: Ianis Stoica (nota 7)

O internacional sub-21 romeno mostrou excelentes pormenores técnicos e de eficácia. Assinou os golos da vitória, com duas belas execuções e foi peça fulcral na manobra ofensiva da equipa. O extremo ainda teve pernas para recuar e ajudar a defender, principalmente na primeira meia hora, altura de maior aperto para os tricolores. Leva três golos e já bateu a marca pessoal do ano passado. 

As notas dos jogadores do E. Amadora:
Leo Linck (6), Max Scholze (6), Luan Patrick (5), Stefan Lekovic (5), Rafa Soares (5), Eddy Doué (6), Santiago Serra (6), Abraham Marcus (6), Lovro Zvonarek (5), Ianis Stoica (7) Leandro Antonetti (6), Joan Jordán (5), Beni Souza (5), Kevin Jansson (-) e René Mitongo (-).

Em atualização.

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