Sérgio Conceição revela propostas e deixa alerta a Ruben Amorim
Sérgio Conceição foi o convidado especial da DAZN no rescaldo de mais uma noite de UEFA Champions League e, na reta final do programa, aproveitou para falar sobre o futuro. Questionado sobre se teve propostas este verão depois de deixar o Al Ittihad, o técnico português respondeu afirmativamente e deu três exemplos.
«Sim, chegaram muitos convites nestes dois, três meses. Ainda hoje de um clube árabe, por exemplo. Há uma semana atrás foi de um clube que trocou de treinador na Grécia. Houve contactos também com um clube turco, que não é dos chamados grandes. Não é muito difícil chegar lá [risos]», revelou. O emblema da Turquia em causa será o Trabzonspor, de Salah. Já o grego poderá ser o Olympiakos, que oficializou esta quarta-feira a chegada de Imanol Alguacil para o lugar de José Luis Mendilibar.
Recusadas estas propostas, Conceição explicou o que procura e admitiu que a passagem no futebol saudita não foi positiva. «O próximo projeto tem de ser algo que eu sinta que é algo sólido para ficar algum tempo e dar-me a possibilidade de ganhar, porque custa-me muito perder. Faz parte do projeto, mas é através desses momentos menos bons que vamos aprendendo e este ano no Al Ittihad... dava outro programa para contar o contexto na Arábia Saudita. Não correu bem», afirmou, recordando o sucesso pontual em Milão.
«No Milan estive seis meses em que as coisas correram... não diria muitíssimo bem, mas conseguimos ganhar uma Supertaça, chegar a uma final da Taça de Itália. O Amorim dizia há pouco tempo que o Milan tem dois campeonatos em 20 anos e é verdade. Uma ou outra Taça, e uma é minha, em seis meses. E, depois, veio-se a confirmar que o treinador não era o problema de tudo. Obviamente que tive a minha dose de culpa e não quero fugir à minha responsabilidade, mas viu-se que o Allegri e a direção... caiu toda», atirou, desejando sorte ao compatriota Ruben Amorim.
«Não foi pela mudança de treinador e quero mandar um abraço ao Ruben, que tenha muita sorte neste novo trajeto que não é nada fácil, especialmente pela envolvência do clube. A pressão que existe ali... as pessoas acham que têm de ser campeões da Europa todos os anos e ganhar o campeonato», acrescentou.