Treinador do Valência despedido... mas não foi sozinho
O Valência anunciou este domingo o despedimento do treinador Carlos Corberán e do diretor-executivo (CEO) para o futebol, Ron Gourlay, numa reviravolta radical na direção desportiva do clube.
A decisão surge apenas dois meses depois de o técnico ter renovado contrato até 2028, com o apoio expresso do executivo escocês agora afastado.
A posição de Corberán já se encontrava fragilizada após uma série de maus resultados, nomeadamente a derrota na Corunha, que o próprio treinador classificou como «vergonhosa», e a falta de reação da equipa nos jogos seguintes contra o Barcelona (0-5) e o Sevilha (1-0). A incapacidade de motivar o plantel e a alegada falta de empatia com a maioria do balneário ditaram o seu afastamento precoce, antes mesmo de esgotar a margem de três jogos que o clube lhe teria concedido.
Recorde-se que a saída de Corberán acontece pouco depois de o presidente Kiat Lim ter assistido ao vivo à derrota frente ao Barcelona, no Mestalla, tendo tido contacto direto com o balneário e outros executivos.
Em comunicado oficial, o Valência explicou que a decisão se enquadra na vontade de «iniciar uma nova etapa na sua estrutura desportiva e de gestão da área de futebol». Juntamente com Gourlay, foram também dispensados os membros da sua equipa de trabalho: Lisandro Isei, Hans Gillhaus, Andrés Zamora e Malek Shafei.
O clube agradeceu a Corberán, que orientou a equipa em 72 jogos oficiais, pelo seu «profissionalismo, paixão e máximo compromisso» desde que chegou em dezembro de 2024 para reverter uma «situação complexa». Agradecimentos foram também estendidos a Ron Gourlay pelo trabalho desenvolvido.
De forma interina, o comando da equipa principal será assumido por Óscar Sánchez, treinador da equipa secundária, o Valência Mestalla. A equipa tem já um compromisso esta terça-feira, em Vitória, frente ao Alavés.