Ainars Bagatskis com poucos motivos para sorrir neste início de temporada no Benfica - Foto: SL Benfica
Ainars Bagatskis com poucos motivos para sorrir neste início de temporada no Benfica - Foto: SL Benfica
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Treinador do Benfica aponta «falta de inteligência nos minutos finais»

Ainars Bagatskis analisa a eliminação da equipa encarnada da Liga dos Campeões, após derrota frente aos alemães do Vechta, por 88-98

A eliminação do Benfica nos quartos de final da fase de qualificação da Liga dos Campeões de basquetebol, diante dos alemães do Vechta (88-98), deixou um travo amargo na equipa encarnada. Apesar da transição direta para a fase de grupos da Taça Europa, o treinador das águias, Ainars Bagatskis, assumiu que a falta de consistência e a perda de foco nos momentos decisivos foram fatais perante um adversário de superior dimensão física.

Na análise ao encontro disputado em Samokov, o técnico encarnado sublinhou a boa entrada da equipa no capítulo ofensivo, admitindo contudo défices na retaguarda. «Preparámo-nos bem para este jogo. Entrámos bem ofensivamente, embora nos tenha faltado alguma fisicalidade na defesa. Ainda assim, estivemos sempre dentro do jogo, e isso era importante», começou por destacar.

O momento de rutura na partida deu-se na reta final, quando as águias venciam e pareciam ter o controlo do resultado. Um apagão a partir do 33.º minuto custou caro frente a uma formação alemã habituada a ritmos elevados. «Frente a uma equipa com muita dimensão, experiência e uma rotação muito forte, é preciso jogar com maior consistência. Controlámos o jogo até ao 33.º minuto. Depois disso, cometemos seis perdas de bola, muitas delas a meio-campo, e o adversário castigou-nos de imediato. Tentámos reagir com alterações e conseguimos criar algumas situações, mas já não foi suficiente», explicou o treinador.

Sem esconder a frustração por ver fugir a vantagem construída no último período, o comandante benfiquista reiterou que o coletivo ainda se encontra num processo de maturação e a procurar a devida estabilidade competitiva. «Ainda não somos uma equipa estável. Quando seguimos o plano de jogo e exploramos as nossas vantagens, fazemos um basquetebol de muita qualidade. O problema é que, em determinados momentos, perdemos o foco, a consistência e a disciplina ofensiva, e uma equipa como esta aproveita imediatamente.»

Apesar do desfecho negativo, o técnico reconheceu melhorias em relação aos compromissos anteriores da pré-época e ao duelo com os suíços do Geneve nos oitavos de final, embora sublinhando que o nível exigido na Liga dos Campeões não tolera descuidos. «A qualidade deste jogo foi muito superior à que apresentámos no torneio de pré-temporada. Também estivemos mais consistentes e disciplinados do que há dois dias, mas isso não foi suficiente para ganhar.»

Mirando o futuro e a continuidade das competições europeias na Taça Europa, a receita passa por aumentar os índices de exigência no trabalho diário. «A melhor resposta a uma derrota como esta é o trabalho. Temos de trabalhar como loucos para corrigir estes erros, continuar a jogar um basquetebol físico, agressivo e inteligente. Foi precisamente essa inteligência que nos faltou nos minutos finais», concluiu.

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