«Tive de tomar analgésicos para jogar, mas o FC Porto é trabalho duro...»
Jan Bednarek contrariou a previsão inicial do tempo de paragem resultante da lesão que sofreu no joelho direito, na Supertaça, e, no domingo, foi titular na estreia do FC Porto na edição 2026/27 da Liga, frente ao Alverca (2-0).
Após a partida, o xerife polaco falou à Eleven Sports, da Polónia, e admitiu que «não estava a 100%» para o duelo com os ribatejanos, razão pela qual tomou medicação. «Tive um problema nos ligamentos laterais, mas a estrutura não foi danificada. Por isso, tomei analgésicos para jogar. O FC Porto é trabalho duro», começou por referir o defesa-central, que voltou a falar sobre o estado do relvado do Estádio Cidade de Coimbra.
«O relvado estava trágico naquele jogo. Pela televisão não parecia tanto, mas nós estivemos no campo no dia anterior ao jogo e estava dez vezes pior. Na manhã do jogo pintaram a relva, por isso o efeito visual na televisão não foi assim tão mau. Queremos promover a liga portuguesa na Europa, e coisas destas não ajudam. Queremos jogar ao mais alto nível, queremos dar alegria aos adeptos que veem pela televisão e, nestas condições, além de ser difícil jogar rápido e ao primeiro toque, também é perigoso, como se viu. Foi uma pena, mas felizmente não aconteceu nada de grave», ressalvou o camisola 5 dos dragões.
Na análise que fez ao triunfo sobre o Alverca, Bednarek foi claro. «Hoje [domingo] foi um pouco pragmático. Não estamos totalmente satisfeitos. Acho que o resultado está OK, é importante começar com uma vitória e sem sofrer golos, mas parece-me que perdemos a bola com demasiada facilidade em momentos simples, onde deveríamos ter mantido a posse no meio-campo e na frente. Faltou um pouco de calma para segurar a bola e, por causa disso, houve muita correria de um lado para o outro. Não, não foi bom, mas felizmente vencemos por 2-0», assinalou.
«Esse pragmatismo manteve-se, o bom comportamento defensivo, as boas defesas do Diogo [Costa]... Houve alguns bons momentos, mas acho que somos capazes de mais. Temos um lema na equipa: queremos mais. Fizemos história na época passada, houve uma celebração fantástica, mas acho que é altura de escrever uma história nova e é isso que queremos fazer. Temos fome de sucesso, queremos mais para esta cidade e para estas pessoas, porque sabemos quanta felicidade lhes deu a época passada. Exigimos mais de nós próprios», acrescentou o internacional polaco, de 30 anos, que falou ainda sobre a importância do trabalho levado a cabo na pré-temporada.
«Nós trabalhamos mesmo no duro. Na minha carreira, nunca tive uma pré-época em que treinássemos tão arduamente, onde tivéssemos de quebrar barreiras mentais, porque foi mesmo muito, muito difícil. Mas isso mostra que o trabalho duro compensa. Acho que ninguém se queixou, todos sabíamos que o estávamos a fazer por um objetivo, e esse objetivo é estarmos em forma durante a época. Esse é o nosso plano», rematou.