Sul-africanos mudam 14 jogadores e marcam 11 ensaios
Os longos 51 dias do campeonato do mundo de râguebi, aliados ao mínimo de seis dias de descanso entre os jogos das 20 nações dividas em quatro poules, leva, na fase de grupos, as seleções a fazerem uma larga gestão dos jogadores, em especial as nações do Tier 1, as mais poderosas e dotadas, em teoria, de melhor banco.
França (no encontro com Uruguai) e País de Gales (diante de Portugal) fizeram-no e pouparam 13 jogadores do XV inicial. A África do Sul, 2.ª do ranking mundial, na segunda vez que se mostrou no Mundial França-2023, em Bordéus, frente à Roménia, 19.ª, elegeu só um titular, Damian Willemse, da equipa que sobreviveu à vitória (18-3) frente à Escócia.
A mudança de oponente permitiu aos campeões do mundo em título, e a Jacques Nienaber, selecionador sul-africano, poupar jogadores-chave, sem deixar de vencer e convencer, tal como o sucedido no Mundial Japão-2019, cuja chamada dos menos utilizados não mexeu na dinâmica da equipa e serviu de pilar à campanha de sucesso.
Num duelo desigual, em França-2023, a África do Sul infligiu uma pesada derrota à Roménia. Os carvalhos voltaram a sofrer mais de 75 pontos e ficaram a zero (derrotados pela Irlanda por 82-8). Os Springboks marcaram 11 ensaios, metade dos quais de autoria de dois jogadores. Cobus Reinach (3', 9', 24') e Makazole Mapimpi (7', 64', 68').
Teamwork 🤝#RWC2023 | #RSAvROU pic.twitter.com/fZikjZrqZH
— Rugby World Cup (@rugbyworldcup) September 17, 2023
Willie Le Roux x Makazole Mapimpi brilliance#RWC2023 | #RSAvROU | @Springboks https://t.co/duxT4yrpTe pic.twitter.com/lXOBTHWN1s
— Rugby World Cup (@rugbyworldcup) September 17, 2023
Mapimpi strikes again 💥#RWC2023 | #RSAvROU pic.twitter.com/KFH8suOIOp
— Rugby World Cup (@rugbyworldcup) September 17, 2023
Mapimpi, campeão do mundo em 2019 e um dos inspiradores do documentário Chasing The Sun, que a conta a sua história, ele que perdeu precocemente toda a família, pais e irmãos, e cresceu sozinho com a ajuda do râguebi, foi considerado o MVP do Jogo.