Carlos Vinícius e Renato Gaúcho
Carlos Vinícius e Renato Gaúcho

Sucessor de Luís Castro: «Mudei quatro pneus com o carro a andar, confiança zero»

Renato Gaúcho defende trabalho de recuperação da equipa

Após somar a segunda vitória consecutiva no sétimo jogo pelo Grêmio - 2-0 sobre o Atlético Paranaense -, Renato Gaúcho aproveitou o momento para responder às críticas e exigências de que tem sido alvo desde o regresso. O treinador, que já por várioas vezes disse que tinha muto trabalho a fazer ao suceder a Luís Castro, destacou a dimensão das adversidades encontradas e recorreu a uma metáfora para descrever o exigente processo de recuperação da equipa.

«Quando cheguei, toda a gente dava o Grêmio como despromovido. Os resultados não apareceram e surgiram as críticas. Desde que cheguei, não estava a mudar um pneu com o carro a andar, estava a mudar os quatro. Queriam criticar, mas não tive um mês de trabalho, de tempo para ajustar. Não vou entrar em pormenores, mas não imaginam como encontrei o clube. Além de ter de corrigir um milhão de coisas, tinha de levantar a moral deste grupo», explicou Renato, com a equipa a ocupar agora o 15.º lugar.

O técnico enfatizou também o estado anímico do plantel aquando da sua contratação e as exigências do calendário: «Eles [jogadores] agradeceram-me muito por ter vindo, porque sabiam que eu ia dar a cara por eles. Tive de trabalhar muito a cabeça deles, porque psicologicamente estavam no fundo do poço. Confiança? Zero. Com pouco tempo e jogos contra adversários poderosos, os resultados não vieram, vieram as críticas. Queriam o quê? Que eu chegasse aqui de um dia para o outro com a varinha mágica. O futebol não é assim. Mudei os quatro pneus com o carro a andar e sem sobresselente.»

Tive de trabalhar muito a cabeça deles, porque psicologicamente estavam no fundo do poço. Confiança? Zero.

Depois de ter cobrado um maior compromisso à chegada, o treinador valorizou a exibição e considerou que os jogadores já compreendem melhor os seus processos. «Apesar do pouco tempo que tivemos, era necessário haver entrega em todos os sentidos: físico, técnico e tático. Hoje os jogadores sabem o que deve ser feito dentro de campo; vejo a equipa do Grêmio a correr, a dedicar-se e a entregar-se durante os 90 minutos», sublinhou.

Garantindo não abrir mão da Copa do Brasil, Renato e o Grêmio viram agora o foco para as meias-finais da competição. A equipa recebe o Atlético-Mineiro no domingo.

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