CEO do Milan compara Amorim a... Tom Cruise: «É o meu Top Gun!»
Gerry Cardinale, líder do fundo RedBird e proprietário do Milan, reiterou a sua total confiança no trabalho de Ruben Amorim e na implementação do seu modelo de jogo, em entrevista à Gazzetta dello Sport. Apesar do recente desaire frente ao Bolonha, por 2-4 em casa, o dirigente norte-americano garantiu que a continuidade do técnico português não está em causa, apontou à conquista do título de campeão nacional e prometeu investimento na reabertura do mercado de transferências, em janeiro.
Recorrendo ao cinema para ilustrar a sua ligação com o treinador, Cardinale foi perentório no apoio a Amorim: «No final de Top Gun, o 'meu' filme, há uma grande frase: 'Não abandono o meu wingman', diz Tom Cruise. E eu não abandono o Ruben. Não está absolutamente em perigo. Vou ficar ao lado dele. Não vou cometer os erros dos últimos anos. É o meu treinador e continuaremos a trabalhar juntos até conseguirmos dar o salto qualitativo. Amorim fui eu que o escolhi. Se tivesse cometido um erro, admiti-lo-ia, mas não penso que o tenha feito.»
O líder dos rossoneri destacou ainda a maturidade do treinador português. «Aprendeu muito com o que aconteceu no Manchester United e contratei-o porque me explicou os erros cometidos lá. Tem a cultura certa, é um líder, um gestor e um treinador preparado. Em Milanello, respira-se um ar diferente daquele dos últimos quatro anos. O mérito é dele!», apontou.
Questionado sobre as opções do plantel e os problemas físicos que têm afetado a equipa, Gerry Cardinale assegurou que o clube voltará a atacar o mercado de inverno com determinação para responder às exigências táticas do técnico.
«Estamos a reconstruir a equipa e provavelmente serão precisas mais duas janelas de mercado para completar tudo. Chegámos apenas a um quarto do percurso. Se participas nas competições europeias e jogas o Amorim Ball — um futebol de ritmo altíssimo, com transições rápidas, no qual todos correm entre 9 e 11 quilómetros por jogo —, tens a obrigação de fazer rotação. Por isso, em janeiro continuaremos a ser agressivos e oportunistas no mercado, continuando a reforçar o nosso banco com jogadores à Milan», sublinhou.
A fechar, antes do dérbi que se avizinha, o proprietário do Milan apontou ao topo da tabela e à conquista do troféu. «Vencer o campeonato é um objetivo real, não quero parecer arrogante, mas acredito verdadeiramente. O Scudetto é 100% possível. Para mim, um empate é uma derrota. Um ponto não é o objetivo do jogo: os três pontos é que são. Só com vitórias podemos encurtar a distância para os primeiros», acrescentou.
Por fim, foram esclarecidas as notícias em torno de um eventual interesse no Al Nassr e numa colaboração com Cristiano Ronaldo: «Houve conversas para avaliar a oportunidade do Al Nassr e contactaram-me para a examinar, mas estamos numa fase preliminar. Trabalho muito no Médio Oriente: gostaria de me encontrar com Ronaldo, pois tenho curiosidade em perceber o que poderá querer fazer quando deixar de jogar e qual será o seu interesse futuro no clube saudita. Continuarei a avaliar as possibilidades de investimento multi-clube, mantendo presente que já detenho o Tolosa e o Milan.»