Ranking escolas 2026: colégio do Porto lidera, primeira pública na 38.º posição

Privado mantém domínio no topo e alarga fosso para o ensino público

O último ranking escolar divulgado pelo Ministério da Educação revela a continuidade de um fosso entre o ensino privado e o ensino público em Portugal, com as instituições privadas a monopolizarem os lugares cimeiros da tabela de exames nacionais.

No topo da classificação geral, de acordo com análise da agência Lusa aos dados do Ministério, surge o Grande Colégio Universal, no Porto, com a melhor média interna registada (16,7 valores, figurando com 16,82 valores na lista dos exames), seguido pelo Colégio de Nossa Senhora do Rosário (16,53), também na Invicta, e pelo Colégio Efanor, em Matosinhos. O grupo dos cinco melhores fica completo com a Academia de Música de Santa Cecília, em Lisboa, no quarto lugar, e o Colégio Nova Encosta, em Paços de Ferreira, que ascendeu duas posições para alcançar o quinto posto.

O lote dos dez primeiros classificados fica completo com o Colégio Novo da Maia (5.º), o Colégio D. Diogo de Sousa em Braga (6.º), o Colégio de S. Tomás em Lisboa (7.º), os Salesianos de Lisboa - Colégio Oficinas de São José (8.º), o Colégio Nova Encosta em Paços de Ferreira (9.º) e o Colégio da Rainha Santa Isabel em Coimbra (10.º).

Numa amostra composta por 479 estabelecimentos públicos e 91 privados, a liderança da rede pública pertence à Escola Artística do Conservatório de Música do Porto. A instituição alcançou o 38.º lugar da tabela geral com uma média de 14,01 valores em 121 exames. A Escola Básica e Secundária D. Filipa de Lencastre, em Lisboa, posicionou-se como a segunda melhor pública (45.º lugar geral), seguida pela Escola Secundária de Monção (46.º), Escola Secundária Alves Martins em Viseu (47.º), Escola Secundária Eça de Queirós na Póvoa de Varzim (47.º) e o Colégio Militar em Lisboa (52.º).

Os resultados dos exames nacionais voltam a evidenciar fortes contrastes no panorama educativo. Enquanto a maioria das 223 instituições de ensino com resultados acima da média nacional (61,9%) se concentra numa determinada área do país, o cenário inverte-se no fundo da tabela: 61,7% das 60 escolas públicas com médias inferiores a 10 valores pertencem exclusivamente aos distritos de Lisboa e Setúbal.

De acordo com o 'ranking' elaborado pela Lusa, o último lugar da classificação geral pertence à Escola Portuguesa da Guiné-Bissau, estabelecimento privado onde a média de 121 exames se fixou nos 6,66 valores. Logo a seguir surge a Escola Secundária da Baixa da Banheira, situada em Vale da Amoreira, no concelho da Moita, que registou 7,09 valores em 170 provas realizadas, tornando-se a escola pública com a classificação média mais baixa.

A divulgação destes números aconteceu após a insistência de vários órgãos de comunicação social, num cenário diferente do ano transato, em que a tutela pretendeu antecipar os resultados. O ministro da Educação justificou a demora com dificuldades verificadas no processo de correção digital das provas nacionais.

No chamado «ranking da superação», elaborado pelo jornal Público em conjunto com a Católica Porto Business School, que mede o desempenho dos alunos face ao contexto socioeconómico das famílias, escolaridade parental, idade e apoios da Ação Social Escolar (ou apoios estatais no caso dos privados), destacam-se várias escolas públicas.

Nesta listagem, 38 das 50 melhores instituições pertencem ao ensino público. O primeiro lugar nacional foi conquistado pela Escola Secundária de Vouzela, em Viseu: para um contexto onde a média esperada se situava nos 11,06 valores, os estudantes superaram as expectativas ao alcançar 13,65 valores.

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