Sporting: o perfil de Silas Andersen por quem bem o conhece
Silas Andersen, médio dinamarquês de 21 anos, deve fazer hoje, diante do Hammarby, o derradeiro encontro pelo Hacken, com a viagem para Lisboa e consequente oficialização por parte dos leões para um contrato de cinco épocas e uma cláusula de €80M agendada para o início da semana.
O Sporting pagará pelo passe do futebolista, entre valores fixos e variáveis, uma verba a rondar os €10M pelo internacional sub-21 daquele país escandinavo. Apesar de o primeiro nome (Silas) ser bem conhecido do universo leonino por conta do brasileiro que passou por Alvalade nos finais da década de 80 do século passado, o apelido nórdico Andersen torna-o um quase desconhecido para a maioria dos entusiastas do futebol.
No entanto, A BOLA foi em busca de quem o conhece bem e falou com Anders Andersson, o antigo futebolista sueco que entrou em Portugal pela porta do Benfica em 2001 e saiu em 2004 pela do Belenenses. Aos 52 anos, o agora consultor numa empresa de recrutamento conhece bem o alvo leonino e não lhe poupa elogios.«Ele é muito alto, tem 1,90 m e é fortíssimo nos duelos aéreos, raramente perdendo uma bola nas alturas, uma vez que não tem receio de impor a sua fisicalidade. Porém, o que mais destaco é a paixão, o coração que coloca na partida, entregando tudo o que tem até não mais poder», começa por referir num português a roçar a perfeição.
O passo seguinte serve para dar uma descrição ainda mais pormenorizada das qualidades de Silas. «Tem uma boa técnica individual e é forte na construção, entregando quase sempre a bola em boas condições aos companheiros, conferindo velocidade e fluidez ao jogo da sua equipa. A sua principal missão não é essa, mas também faz alguns golos, como aconteceu na semana passada, diante do Elfsborg», adianta.
Na final da Taça da Suécia, frente ao Malmo, o Silas tinha apenas 20 anos e não teve medo de assumir a marcação do penálti decisivo
Mas há um episódio que ficou cravado na memória de Andersson e que caracteriza bem o dinamarquês. «A final da Taça da Suécia de 2025 foi entre o Hacken e o Malmo, o maior clube do meu país. Ele não jogou de início, entrou e o jogo foi decidido nos penáltis. Tinha só 20 anos, mas assumiu o desafio e converteu o castigo máximo crucial. Levado pela emoção, foi festejar junto dos adeptos rivais, atrás daquela baliza, o que demonstra a sua entrega. Embora eu tenha sido formado no Malmo, fiquei fã das suas características. Mostrou caráter», confessa, entre risos.
Andersson diz que Silas tem parecenças com o compatriota Hjulmand, embora este último seja bem mais experiente, e assume uma dúvida: «Não sei como se vai adaptar ao ritmo em Portugal, que é bem mais rápido do que na Suécia. Mas tem muitas qualidades para singrar por aí...»
Um dos fatores mais determinantes para a adaptação de qualquer jogador é a forma como encara o futuro e nesse particular Andersson não coloca grandes reticências. «Parece-me que tem a mentalidade certa para um profissional de futebol e pode ser um bom investimento para o Sporting», conclui.
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