Nem tudo será lucro para o Sporting com a entrada na Champions
A época desportiva europeia em termos de clubes termina hoje mais para a noite quando PSG e Arsenal se encontrarem na final da Champions e será tempo de deitar contas à vida por parte dos emblemas do Velho Continente com o que se ganhou, o que se ganhará e o que se terá de pagar pela presença na prova milionária na próxima temporada.
E no caso do Sporting nem tudo será lucro com a entrada na fase de liga da competição europeia no próximo ano, visto que encaixará os €48, 36M porque o Aston Villa venceu a Europa League e em simultâneo garantiu o quarto lugar na Premier; também terá de despender alguma maquia em bónus associados à contratação de jogadores.
Passemos à explicação. Os clubes, se negoceiam como compradores, para não pagar uma quantia fixa tão elevada à cabeça, propõem bónus por desempenho individual ou coletivo, algo que é normalmente aceite pelo vendedor. E é aqui que entra a questão da qualificação para esta fase da Liga Milionária.
Por exemplo, quando contratou Ioannidis, o Sporting e o Panathinaikos definiram uma taxa fixa de €22M e mais 1M em caso de entrada nos antigos grupos num dos bónus associados. O mesmo se aplicou entre os dois emblemas quando negociaram Vagiannidis, embora neste caso a quantia inicial tenha sido mais baixa, na ordem dos €12,5M. Portanto, só aqui estão €2M. Outro caso é o de Luis Suárez, adquirido ao Almería por €22,17M, aos quais acresce um teto máximo de €5,26M. E numa dessas variáveis estava incluído mais €1M pelo mesmo fator Champions. Desta forma, sobe a fatura leonina neste particular para os €3M num processo que estará entregue a Francisco Salgado Zenha, o administrador da SAD com a pasta das finanças.
Por esclarecer fica a questão de Kochorashvili, que foi negociado com o Levante por €5M mais €2M. No entanto, o bónus relativo à entrada na prova estava indexado, também, ao desempenho individual do georgiano que acabou por jogar pouco em 2025/26…