O momento em que Saliba cedeu
O momento em que Saliba cedeu

«Não aguento mais!»: central do Arsenal arrisca longa paragem

William Saliba saiu lesionado na primeira parte da meia-final do Mundial e poderá estar afastado dos relvados até 2027

William Saliba foi forçado a abandonar o relvado durante a meia-final do Campeonato do Mundo contra a Espanha, traído por uma dor crónica nas costas.

«Não aguento mais, as minhas costas estão desfeitas», confessou o defesa do Arsenal a Dayot Upamecano, momentos antes de ser substituído aos 30 minutos na derrota por 0-2 frente à Espanha. Aos 25 anos, o internacional francês viu a sua participação no Mundial chegar a um fim abrupto, depois de seis semanas a jogar com recurso a fortes analgésicos e à própria coragem.

A situação de Saliba não é nova. O jogador lida com dores crónicas nas costas há vários meses, gerindo a condição com um programa de treino muito ligeiro, que incluía, por exemplo, a ausência nas sessões de recuperação no dia seguinte aos jogos. A equipa técnica dos bleus seguiu os mesmos protocolos que o seu clube, o Arsenal, pelo qual venceu a Premier League em 2025/26.

Apesar de uma previsão de um seu familiar, que afirmava que Saliba «iria até ao fim, apesar das dores», a intensidade do jogo de terça-feira provou ser demasiado elevada. Tal como na final da Liga dos Campeões contra o PSG, onde sentiu as primeiras dores aos cinco minutos mas conseguiu aguentar o resto do encontro, as queixas surgiram muito cedo contra a Espanha. O stresse e a exigência física de um jogo de alto nível, especialmente em corridas de alta intensidade, terão agravado a sensação de bloqueio. Durante o jogo, nomeadamente na altura do penálti espanhol aos 20 minutos, Saliba tentou fazer alongamentos, mas sem sucesso.

Cirurgia é cenário provável

O futuro a curto prazo do jogador está em causa. À semelhança do que aconteceu com Samuel Umtiti e o seu joelho em 2018, Saliba assumiu riscos significativos. Está, naturalmente, fora do jogo de atribuição do terceiro lugar, em Miami, no sábado, mas terá de tomar decisões importantes em breve.

Estão agendados exames complementares para avaliar a extensão do problema e, embora nada esteja ainda decidido, a cirurgia afigura-se como o cenário mais provável, o que afastaria o jogador dos relvados durante vários meses. Fontes do Arsenal já admitem, em conversas informais com o departamento médico da seleção de França, uma paragem de quatro a cinco meses, o que deixaria o imponente central fora das opções de Mikel Arteta até 2027.

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