Orri Thorkelsson marcou 11 golos na vitória do Sporting em casa do FC Porto (33-30) - Foto: Sporting CP
Orri Thorkelsson marcou 11 golos na vitória do Sporting em casa do FC Porto (33-30) - Foto: Sporting CP

Sporting considera «repugnantes as sucessivas ações do FC Porto»

Clube de Alvalade emite comunicado após incidente no balneário antes do clássico no Dragão Arena. Irá solicitar com caráter de urgência reunião com ministra da Cultura, Juventude e Desporto

Na sequência do que se passou, ontem, sábado, no Dragão Arena, antes do clássico de andebol entre FC Porto e Sporting, com os leões a queixarem-se de cheiro intenso no balneário, que levou o treinador Ricardo Costa e o pivot Moga a serem assistidos no hospital, o Sporting emitiu comunicado, este domingo, a repudiar o acontecimento, considerando «repugnantes as sucessivas ações que o FC Porto».

Leia o comunicado na íntegra
O Sporting Clube de Portugal considera absolutamente repugnantes as sucessivas ações que o FC Porto tem vindo a protagonizar nos últimos tempos e vai solicitar, com caráter de urgência, uma reunião com a Ministra da Cultura, Juventude e Desporto. Não é possível continuar a assistir a esta sucessão vergonhosa, reiterada e deliberada de comportamentos sem que daí advenham consequências imediatas e exemplares. O Sporting CP considera imperativo que todas as instituições com responsabilidade na tutela do desporto sejam promotoras da verdade desportiva, não sendo admissível que comportamentos desta natureza - reiteradamente protagonizados pelos mesmos intervenientes - envergonhem e coloquem em causa a imagem do desporto português no plano internacional. Nesse sentido, é essencial que quem regula o desporto em Portugal assuma uma posição firme e implacável e puna, com toda a severidade, estes comportamentos indignos, que já ultrapassam os limites do admissível num Estado de direito. Se ainda subsistia alguma ilusão ingénua de que as práticas obscuras do passado tinham sido erradicadas, a realidade encarregou-se de a destruir de forma brutal e inequívoca. O que hoje se verifica não é apenas uma repetição: é uma escalada refinada. Mais vil, mais rasteira e ainda mais inqualificável do que os episódios mais negros que mancharam o desporto português. Estes episódios não são isolados nem acidentais. Revelam um padrão continuado, consciente e sistemático de desrespeito, provocação e tentativa de condicionamento que não pode, nem será ignorado: a situação no balneário do árbitro Fábio Veríssimo, onde foram repetidamente exibidas imagens de decisões suas numa tentativa clara de condicionamento e pressão, apanha-bolas que ocultam deliberadamente bolas e cones e os escondem atrás de painéis publicitários ou o roubo de toalhas ao guarda-redes do Sporting CP. Até ao momento, não houve qualquer sinal de arrependimento nem tentativa de explicação ou assunção de responsabilidades por parte dos envolvidos. O mais recente capítulo deste inaceitável encadeamento de episódios atinge um nível que ultrapassa todos os limites: um balneário com cheiro tóxico e intenso que afectou o estado físico de jogadores e staff da equipa de andebol. Isto não é apenas lamentável, é criminoso. Perante esta situação, o Sporting CP manifestou a sua oposição à realização do encontro, tendo em conta que a equipa se encontrava privada do treinador e de um dos seus jogadores. Ainda assim, foi formalmente informado de que estavam reunidas as condições necessárias para que o jogo se realizasse, motivo pelo qual se viu forçado a entrar em campo, tendo-o feito sob protesto. O Sporting CP considera que estes comportamentos desvirtuam de forma significativa a verdade. Trata-se da subversão absoluta dos valores que devem reger qualquer prática desportiva, protagonizada de forma consciente, reiterada e sistemática pelos mesmos intervenientes de sempre.