Hjulmand deve ter-se despedido do Sporting na final da Taça, diante do Torreense (Foto IMAGO) - Foto: IMAGO

Sporting: conheça as razões porque Ruben Amorim não se lançou a Hjulmand

Treinador português tem lacunas mais prementes para serem colmatadas e o dinheiro não abunda no Milan

Mal Rúben Amorim foi oficializado como novo treinador do Milan, num contrato de duas temporadas com mais uma de opção, surgiram com insistência na imprensa italiana rumores de que o técnico já tinha colocado Morten Hjulmand na sua lista de alvos.Há muito se sabe que o dinamarquês, que completa 27 anos amanhã, tem um acordo tácito desde a época passada — quando a Juventus se interessou fortemente por ele — para sair por um valor inferior à cláusula de rescisão fixada nos €80M.

Contudo, segundo A BOLA apurou, nem a Alvalade nem sequer ao futebolista ou aos seus representantes chegou qualquer abordagem por parte dos responsáveis rossoneri. Na base deste, para já, desinteresse do emblema de San Siro — pelo menos para já — está o facto de, mesmo por quantias mais baixas, os leões exigirem uma verba entre os €40M e os €50M para libertarem o jogador.

Trata-se de uma quantia que, de momento, o Milan — ainda por cima sem Champions em 2026/27 — não quer despender num médio defensivo, pois existem lacunas mais prementes por suprir, nomeadamente nas alas — Amorim pretende um canhoto com capacidade para jogar pela direita — e na frente de ataque. Isto deve-se à parca produção ofensiva dos avançados-centro em 2025/26: Santiago Giménez apenas marcou um golo, Fullkrug também não vingou e o que demonstrou maior preponderância foi Nkunku, com oito remates certeiros.Mas Amorim precisa de mais, até porque um dos principais goleadores da equipa em 2025/26 foi o português Rafael Leão, que até é extremo e está de malas aviadas rumo a outros destinos…

Assim, o funil italiano começa a ficar cada vez mais apertado para Hjulmand, ele que até se destacou em Itália ao serviço do Lecce, onde o Sporting o foi recrutar no verão de 2023. Isto porque, tal como A BOLA deu conta oportunamente, a Juventus também o retirou das suas prioridades devido a constrangimentos financeiros e para evitar que o (ainda) camisola 42, dono de uma forte personalidade, entre em conflito de estatutos com o capitão da vecchia signora, Manuel Locatelli. Nesta perspetiva, a não ser que haja um movimento de mercado inusitado, os únicos clubes com capacidade financeira em Itália para atacarem Hjulmand serão o Inter ou o Nápoles.

Porém, se a pista italiana pode estar a estreitar-se, a rota da Premier League continua bem ativa, com a possibilidade de o dinamarquês entrar nas contas do Arsenal — cumprindo um sonho de infância de jogar nos gunners — ou do Manchester City, cujo diretor desportivo Hugo Viana é um profundo conhecedor (e apreciador) das suas características.

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