Sporting: ao centro nada de novo...
A Oeste nada de novo é um clássico da literatura que se tornou um título de obras maiores em termos cinematográficos. No tema da dupla de centrais a apresentar pelo Sporting diante do Arouca, não será caso para se dizer que a Oeste não haverá nada de novo, mas sim ao centro nada de novo.
Isto porque a escolha para o confronto com os arouquenses deverá voltar a incidir em Zeno Debast e Gonçalo Inácio, à semelhança do que aconteceu nos três últimos duelos. Aliás, dos sete compromissos disputados pelos leões até ao momento, o belga e o português foram titulares em cinco, facto que atesta que, apesar de ponderar alguma rotatividade no setor, Rui Borges já encontrou a dupla primordial, ainda que este dado possa ser alterado no futuro.
Gonçalo Inácio tem estado sob o fogo da crítica devido a um arranque de temporada abaixo das expectativas, fruto dos erros cometidos nas duas últimas partidas (Galatasaray e Famalicão), que resultaram em autogolos nascidos de um misto de infelicidade e desconcentração.
E se o lapso diante dos turcos acabou por não ter consequências de maior no desfecho final, uma vez que os leões venceram por expressivos 3-1, o mesmo não se pode dizer do sucedido no Minho. O corte que acabou dentro da baliza de Rui Silva aconteceu já na reta final, numa altura em que o Sporting vencia pela margem mínima (1-0), não restando tempo para inverter o marcador.
Ainda assim, o treinador não vai deixar cair o capitão de equipa, pois confia nas suas capacidades e está convicto de que o jogador pode recuperar, isto após já ter debatido o tema com o camisola 25.
Quando os técnicos refletem sobre o onze a apresentar, têm em conta diversos fatores: desde a frescura física e o estado de forma dos futebolistas à sua disposição, a elementos coletivos ligados às dinâmicas da equipa e às virtudes e defeitos do adversário. É neste capítulo que entra a opção por Debast e Gonçalo Inácio. Em campo aberto, perante um oponente de linha mais baixa e com um ponta de lança mais posicional do que móvel (Barbero), não será tão necessária a capacidade de recuperação de profundidade em termos defensivos. Ofensivamente, os discos voadores que mais parecem lançados à mão — leia-se passes bem medidos — podem ser fundamentais para descobrir espaço nas costas da defesa contrária e criar perigo no último reduto dos lobos da Serra da Freita.
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