Abel 'explode' após perder liderança para Jardim: «Isto é o 'Big Brother?»
O Palmeiras de Abel Ferreira deixou escapar a liderança do Brasileirão. A equipa paulista empatou sem golos na deslocação ao Botafogo, em jogo da 26.ª jornada, e acabou ultrapassada pelo Flamengo de Leonardo Jardim, que venceu o Remo horas antes por 1-0.
O conjunto orientado pelo treinador português teve várias oportunidades para desfazer o nulo, mas revelou-se incapaz de concretizar. O desperdício acabou por custar caro ao Palmeiras, que passa a somar 53 pontos, menos um do que o Flamengo, agora líder com 54. Para piorar a noite, os paulistas terminaram o encontro reduzidos a dez elementos, depois de Alexander Barboza ter visto o segundo cartão amarelo já no período de compensação.
Depois do apito final, Abel Ferreira não escondeu a insatisfação com a arbitragem, mas acabou também por protagonizar um momento insólito ao criticar a presença de vários microfones junto ao banco. O português começou por contestar um lance envolvendo Andreas Pereira: «Primeiro lance, expulsão por falta sobre o Andreas. Ele domina a bola para o lado do Marçal. Na minha opinião, é claro, e o árbitro entendeu dar amarelo.»
O treinador voltou depois ao lance que ditou a expulsão de Barboza. «No final, o Barboza foi disputar a bola, não sei se tocou com o braço. O jogador deles ficou em baixo do braço, e o árbitro deu o segundo amarelo», explicou, antes de apontar diretamente à comunicação social.
«Vocês não me viram chutar microfone nenhum. Analisem como quiserem, mas eu agradeço que, na próxima vez, em vez de me meterem três microfones, metam quatro, para ver se conseguem ouvir alguma coisa», atirou Abel, numa referência às tentativas dos jornalistas para captar as suas conversas com o árbitro.
«Vocês veem algum microfone na Liga dos Campeões? Algum no banco no Campeonato do Mundo de Clubes? Na Liga Europa, nos Campeonatos Europeus, nos Campeonatos do Mundo... Pois, não veem. Por que é que aqui há? Na Taça Libertadores, quando o treinador está a falar, tal como no basquetebol, ótimo. O que querem com isso?»
«É o Big Brother? Estamos no Big Brother?», questionou, antes de deixar uma última garantia sobre a sua personalidade. «Não vou mudar a minha essência, sou super competitivo, odeio perder e tenho os meus demónios, como todos têm, cá dentro. A única coisa que peço é que tenham os mesmos critérios.»
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