Sorriso amarelo no Dragão deixa cheiro a 'Liga até ao fim'

Famalicão foi melhor no primeiro tempo e saiu para o intervalo a perder. Farioli reagiu, o FC Porto melhorou, mas acabou por sofrer o 1-1. Dois golos na compensação deixam campeonato a ferver.

Liga! O Famalicão começou e acabou melhor um jogo em que o FC Porto perdeu dois importantes pontos, pode ver Sporting e Benfica encurtarem distâncias e, para além disso, levou duríssimo golpe anímico, quando tudo celebrava no Dragão, de punho fechado, aquilo que parecia ser mais um golo heróico de Fofana.

Falemos de parecenças, comparando com o que se vira em Braga, na última apresentação do líder. Ainda que Farioli tenha trocado três peças em relação a esse duelo - Deniz Gul, Martim Fernandes e Gabri Veiga saíram, entraram Moffi, Alberto Costa e Rodrigo Mora no onze - o FC Porto voltou a ceder posse ao adversário e passou por várias aflições. Ou seja, mesmo que tivesse saído a vencer para o intervalo, a primeira parte pertenceu ao Famalicão.

Vejamos... Quando o Famalicão entra em campo, as principais atenções viram-se para Gustavo Sá e isso ganha relevo quando o confronto é com os grandes. A qualidade do médio abre esperança aos minhotos de que o duelo se equilibre e assim foi, com o capitão a fazer a Froholdt o que ninguém tinha feito até agora na Liga. Sá deixou Sorriso na cara do golo, mas Diogo Costa, logo aos três minutos, negou o golo minhoto.

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Não seria a última vez que isso ia suceder, pois o golo do FC Porto, por Alberto Costa, foi quase a exceção nas regras que o Fama ditou nos 45 minutos iniciais. 0 1-0 ao intervalo trazia sabor amargo aos visitantes, mas confirmava que este dragão tem algo muito particular.

Mesmo não jogando bem, os azuis e brancos têm sempre bons níveis nas disputas de bola e isso permitiu-lhes, por exemplo, marcar o golo da forma como marcaram e raramente quebrarem atrás.

Ainda assim, o primeiro tempo fechou com um lance polémico e com as ideias visitantes, da boa fluidez com a bola e sem deixar o dragão penetrar na área de Carevic, fosse por que corredor fosse, a prevalecerem na globalidade. A questão, claro, era o pormenor do golo, o primeiro na Liga, de Alberto Costa.

Tal como em Braga, o cenário mudou no segundo tempo. Farioli perdera Rodrigo Mora, mas decidiu-se pela proatividade e mexeu mais duas peças. Efeito imediato: o FC Porto chegou-se à frente, afastou melhor o Famalicão da área de Diogo Costa, mas ficou-se por aí. Entre os 58 minutos e o golo de Fofana, na compensação, não se recorda um remate à baliza de Carevic. Antes, aos 54', o Famalicão empatara.

Para além dos bons executantes, era a equipa em melhor forma do campeonato (vinha de três vitórias seguidas) e Hugo Oliveira soube muito bem montar saídas de bola, que dificultaram o jogo defensivo azul e branco, com Sá ao comando, Gil Dias e Sorriso a darem linha de passe e profundiade e Elisor como apoio frontal. Numa dessas jogadas rápidas, Sorriso marcou de cabeça um golo que os minhotos tinham merecido na primeira parte e levou o jogo para o que estava descrito antes.

O FC Porto corria muito, pressionava melhor que na primeira parte, mas estava aflito para chegar à área de Carevic. O Dragão tinha fé num momento salvador e saltou eufórico quando Fofana, em brilhante jogada individual, fez o 2-1. Parecia o final feliz de uma noite aflitiva e que virou pesadelo quando Rodrigo Pinheiro empatou e retirou dois pontos aos azuis e brancos. O FC Porto tem fama e proveito de líder, mas cada vez mais cheira a Liga, ou seja, que esta se vai disputar mesmo até ao fim. Como o jogo do Dragão...