Sidny em suspenso e à espera do plano do Benfica
Sidny Lopes Cabral continua com o futuro em aberto no Benfica, sendo que a permanência no plantel para a temporada 2026/2027 estará diretamente dependente da decisão sobre o treinador.
Caso José Mourinho permaneça no comando técnico — o treinador tem contrato válido por mais um ano, embora a continuidade ainda não esteja assegurada —, o cenário mais provável passa pela saída do lateral/ala cabo-verdiano. Contratado ao Estrela da Amadora em janeiro (assinou até 2030)) por 6 milhões de euros, o jogador de 23 anos não é utilizado desde 21 de março, quando somou 14 minutos na vitória frente ao Vitória de Guimarães (3-0). A última titularidade remonta a 21 de fevereiro, diante do Aves SAD (3-0).
Depois de um impacto inicial positivo, com 12 jogos realizados pelas águias — quatro como titular, um golo e três assistências —, Sidny Lopes Cabral perdeu espaço na equipa. Na origem dessa quebra estiveram também alguns episódios controversos, com destaque para o momento em que pediu a camisola a Vinícius Júnior, numa altura em que o colega de equipa Prestianni estava sob polémica por alegados insultos racistas ao avançado do Real Madrid. José Mourinho considerou publicamente o gesto «evitável» e, apesar de o caso ter sido ultrapassado, o técnico nunca mais voltou a apostar de forma consistente no jogador.
A versatilidade continua a ser uma das principais valências do internacional cabo-verdiano, que já despertou o interesse de vários clubes, motivando contactos exploratórios. A SAD do Benfica admite negociar a saída, privilegiando uma transferência definitiva ou um empréstimo com opção de compra. Ainda assim, o objetivo passa por rentabilizar o investimento realizado, pelo que negociações mais concretas deverão surgir após o Mundial deste verão, onde Sidny é uma das figuras de destaque da seleção de Cabo Verde e poderá valorizar-se no mercado.
Com José Mourinho no comando, a continuidade de Sidny Lopes Cabral no Benfica em 2026/2027 surge, para já, como um cenário pouco provável. Até porque outros jogadores cresceram e recuperam de lesões, partindo, agora, à frente nas escolhas do treinador para as posições de lateral e extremo.