Seleção de voleibol pronta para fazer história no Europeu
A seleção portuguesa feminina de voleibol está prestes a iniciar a sua segunda participação num Campeonato da Europa, sete anos após a estreia. A equipa nacional defronta esta sexta-feira o Azerbaijão, um dos países coanfitriões, em Baku, com o objetivo de deixar uma marca histórica na competição.
Integrada no Grupo C, a equipa das quinas terá pela frente adversários de peso como os Países Baixos, medalha de bronze em 2023 e sexto do ranking mundial, a Bélgica (11.ª), a Roménia e a Espanha. A fase final do Europeu, que se realiza na República Checa, Suécia, Turquia e Azerbaijão, conta com 24 seleções, apurando-se as quatro primeiras de cada grupo para os oitavos de final.
O selecionador Hugo Silva antecipa um desafio imediato frente à equipa da casa. «É um grupo extremamente competitivo. O Azerbaijão terá a vantagem de jogar em casa e será o nosso primeiro adversário, num ambiente que se prevê exigente. Será um teste imediato à nossa capacidade competitiva e à personalidade da equipa», afirmou.
A central Amanda Cavalcanti é uma das jogadoras mais experientes da equipa e estará presente pela segunda vez na fase final do Campeonato da Europa. Otimista e preparada para as dores de crescimento. «Esta presença no Europeu é uma das conquistas que nós temos vindo a alcançar nos últimos anos, assim como a vitória na Silver League, e é fruto do trabalho de todas as jogadoras que têm feito parte deste grupo, mesmo daquelas que não estão aqui. Esta segunda presença aparece num contexto diferente e acho que temos boas perspectivas, então isso ainda deixa-me feliz e mais entusiasmada por poder competir de novo e poder registar uma performance diferente. Apesar da equipa ser jovem, acho que em campo todas têm demonstrado muita experiência, muita cabeça no jogo. Claro que acho que de vez em quando essa juventude pode-se notar um pouco, é normal, faz parte do nosso crescimento, mas acho que é uma equipa muito capaz e, como eu disse, temos muitas chances de fazer um bom Campeonato da Europa», defendeu.
Apesar da dificuldade do grupo, o treinador encara esta participação como uma oportunidade de crescimento para a equipa, que se apurou como uma das melhores segundas classificadas. Hugo Silva destacou a qualidade dos Países Baixos, que «atingiram os quartos de final da VNL [Liga das Nações]», e referiu que Roménia e Espanha são «adversários que conhecemos bem», embora Portugal ainda não os tenha vencido.
Calendário
Pool C
sexta-feira, 21/8 Azerbaijão - Portugal (19h)
domingo, 23/8 Portugal- Bélgica (15h30)
segunda-feira, 24/8 Países Baixos - Portugal (15h30)
quarta-feira, 26/8 Espanha -Portugal (15h30)
quinta-feira, 27/8 Portugal - Roménia (18h30)
A renovação da equipa é uma aposta clara do selecionador, que a considera «uma linha de rumo contínua» e uma «necessidade» para o futuro. «A integração de atletas mais jovens faz parte da estratégia para aumentar a competitividade da equipa e preparar o futuro», explicou Hugo Silva, sublinhando que o voleibol feminino português ainda procura encurtar distâncias para a elite europeia.
O técnico acredita que esta aposta trouxe mais maturidade e resiliência ao grupo. «O que mais me satisfaz é a atitude que este grupo demonstrou. Nos últimos dois anos, estas atletas revelaram uma extraordinária disponibilidade para trabalhar, aprender e superar dificuldades», frisou, mostrando-se otimista quanto ao futuro.
Após o jogo de estreia contra o Azerbaijão, Portugal defronta a Bélgica (domingo, 21 de agosto), os Países Baixos (segunda-feira, 22 de agosto), a Espanha (quarta-feira, 26 de agosto) e a Roménia (quinta-feira, 27 de agosto).
Recorde-se que na sua primeira participação, em 2019, a seleção nacional perdeu todos os cinco jogos da fase de grupos frente a Itália, Polónia, Eslovénia, Bélgica e Ucrânia.
Convocadas Eurovolley2026
Centrais: Amanda Cavalcanti, Joana Garcez, Raissa Cassamá Líberos: Matilde Calado, Rita Campos Opostas: Júlia Kavalenka, Maria Reis Lopes Distribuidoras: Ana Figueiras, Mariana Garcez Zona 4: Ana Rui Monteiro, Alice Clemente, Inês Campos, Margarida Maia, Joana Milho