Portugal está nos Jogos do Mediterrâneo apostado em superar 25 medalhas
Portugal parte para a sua terceira participação nos Jogos do Mediterrâneo com a ambição de superar o desempenho anterior. A comitiva nacional, composta por 168 atletas, competirá em Taranto, Itália, com o objetivo de melhorar as 25 medalhas, sete delas de ouro, conquistadas em Oran2022.
A confiança num resultado superior foi expressa pelo presidente do Comité Olímpico de Portugal, Fernando Gomes, durante a apresentação da Missão lusa. «Nós estamos convencidos, em função também da valia dos atletas […], de que temos condições para melhorar esse desempenho», afirmou, referindo-se à edição de 2022.
A delegação portuguesa para Taranto2026 será maior que a anterior, com mais quatro desportistas, distribuídos por 30 modalidades. Entre os convocados, destacam-se quatro campeões da edição passada que procuram defender os seus títulos: João Coelho (400 metros), Leandro Ramos (lançamento do dardo), o ciclista Rafael Reis (contrarrelógio) e a nadadora Camila Rebelo (100 e 200 metros costas).
Os Jogos do Mediterrâneo de Taranto 2026 reúnem 26 Comités Olímpicos, mas isso não significa que todos os países participantes tenham costa no mar Mediterrâneo.
A participação destes países resulta da composição do Comité Internacional dos Jogos do Mediterrâneo (CIJM), que reúne os Comités Olímpicos membros da organização. Portugal, por exemplo, passou a participar nos Jogos em 2018, em Tarragona. Assim, a designação 'Jogos do Mediterrâneo' diz respeito à competição e à organização desportiva, e não exclusivamente aos países que têm litoral mediterrânico.
A lista inclui seis países que não são banhados pelo Mediterrâneo: Portugal, Andorra, Kosovo, Macedónia do Norte, Sérvia e San Marino.
Participantes: África (5) - Argélia, Egito, Líbia, Marrocos e Tunísia; Ásia (2) - Líbano, Síria; Europa (19) - Albânia, Andorra, Bósnia e Herzegovina, Croácia, Chipre, França, Grécia, Itália, Kosovo, Malta, Mónaco, Montenegro, Macedónia do Norte, Portugal, San Marino, Sérvia, Eslovénia, Espanha e Turquia;
Camila Rebelo, de 23 anos, chega a Itália num excelente momento de forma, após se sagrar vice-campeã europeia nos 200 metros costas e estabelecer novos recordes nacionais nos 100 e 200 metros costas. No atletismo, que conta com a maior representação (20 atletas), outro nome em destaque é Patrícia Silva, recente medalha de bronze nos 1.500 metros no Europeu de Birmingham.
A natação é a modalidade que mais medalhas deu (13) a Portugal, até agora, seguida do atletismo (11).
A comitiva integra um vasto leque de atletas olímpicos, incluindo os nadadores Ana Pinho Rodrigues, Gabriel Lopes e João Costa, os mesatenistas Jieni Shao e João Pedro Monteiro, e ainda Maria Inês Barros (tiro com armas de caça), todos eles medalhados na edição anterior. A lista de olímpicos completa-se com nomes como Auriol Dongmo, Irina Rodrigues, Jéssica Inchude, Mariana Machado, Pedro Buaró, Raquel Queirós, Duarte Seabra, João Fernando, Joana Castelão e Eduardo Marques. Arialis Martinez e Tatjana Pinto, que já competiram em Jogos Olímpicos por outros países, também integram a Missão.
Portugal apresenta-se nesta edição dos Jogos do Mediterrâneo, a 20.ª, com quatro campeões da edição anterior que vão defender os seus títulos: João Coelho (400 metros) e Leandro Ramos (lançamento do dardo), o ciclista Rafael Reis (contrarrelógio) e Camila Rebelo, campeã nos 100 e 200 metros costas.
Além das provas individuais, Portugal estará representado nos torneios masculinos de andebol e voleibol, no feminino de futebol (sub-18) e nas competições de basquetebol 3x3 (masculino e feminino). A participação estende-se a um total de 30 modalidades, incluindo badminton, boxe, canoagem, esgrima, ginástica, karaté, padel, remo e triatlo.
49 Medalhas portuguesas
OURO PRATA BRONZE TOTAL
2022 7 10 8 25
2018 3 8 13 24
Total 10 18 21 49
João Rodrigues, chefe da Missão, sublinhou a crescente importância do evento para o desporto nacional. «Esta [competição] tem cada vez mais relevo no contexto desportivo português», declarou à agência Lusa, notando que a dimensão da comitiva, embora menor que a de Tarragona 2018 (221 atletas), continua a ser significativa. O responsável acredita que os Jogos do Mediterrâneo são já um «marco» e uma oportunidade de dar visibilidade aos atletas. «No fundo, o coração de tudo aquilo que fazemos aqui», explicou o antigo velejador olímpico em declarações à agência Lusa.
A 20.ª edição dos Jogos do Mediterrâneo arranca esta sexta-feira com a cerimónia de abertura e prolonga-se até 3 de setembro e junta em Taranto cerca de 3.800 atletas de 26 nações.