Rui Silva quer Portugal a lutar pela vitória na Euro Cup
A Seleção Portuguesa de andebol estreia-se na Euro Cup frente à Suíça, na Super Bock Arena (Pavilhão Rosa Mota), no Porto, com a ambição de competir ao mais alto nível e de lutar pela vitória. Na véspera do encontro, Rui Silva, central de 33 anos, sublinhou a importância de medir forças com adversários fortes, numa competição que representa também uma etapa de preparação para os grandes objetivos de Portugal em 2027 e 2028.
Além da Suíça, Portugal vai defrontar Espanha e Dinamarca, seleções diante das quais já tem acumulada experiência competitiva. Ainda assim, para Rui Silva, a possibilidade de continuar a enfrentar adversários de elevado nível é fundamental para o crescimento da equipa.
«É muito bom para nós competir contra seleções fortes e de nível competitivo alto, porque tudo o que temos demonstrado nos últimos anos também nos faz querer ainda mais», afirmou o internacional português, considerando que a Euro Cup será igualmente importante na preparação para o futuro.
«Acaba por ser também uma preparação para o que virá em 2027, o Mundial, e no ano seguinte, o Europeu 2028, no nosso país, porque será nessas competições que queremos estar no auge», acrescentou.
Apesar da importância de olhar para os próximos compromissos internacionais, o central fez questão de salientar que Portugal não encara a Euro Cup apenas como uma oportunidade de preparação. A ambição de vencer mantém-se como uma característica central da identidade da seleção.
«A seleção de Portugal vai sempre entrar para ganhar e é isso que nós também vamos fazer na Euro Cup. Preparar, mas o objetivo é ganhar, porque também é essa a mentalidade que nos faz ser aquilo que somos», garantiu.
Rui Silva destacou ainda a necessidade de aproveitar ao máximo os períodos de trabalho conjunto, tendo em conta a exigência do calendário internacional e a curta duração das pausas entre competições.
«Aproveitamos todos os momentos em que estamos juntos para nos preparar, porque sabemos que as pausas são sempre curtas e as competições muito exigentes e intensas», explicou, sublinhando que Portugal se habituou, nos últimos anos, a competir com as melhores seleções.
Quartos de final como objetivo para o Mundial
Com o Campeonato do Mundo de 2027, agendado para janeiro, já no horizonte, Rui Silva admitiu que a ambição portuguesa passa por alcançar os quartos de final, uma fasquia que considera realista, embora reconheça a dificuldade do percurso.
«Ultimamente as fasquias são sempre altas, mas acredito que dentro de nós há sempre o objetivo de atingir os quartos de final», revelou.
O central lembrou que a primeira fase será determinante para as aspirações nacionais, uma vez que Portugal terá de garantir a qualificação para a ronda principal e procurar transportar pontos para essa fase da competição.
«Sabemos que, na primeira fase, quando passam três seleções, temos a obrigatoriedade de nos qualificar e de passar com pontos à main round. Depois sabemos que será difícil porque vamos apanhar seleções fortes que também têm ambições, mas acredito que é um objetivo válido apontar aos oito primeiros do Mundial», afirmou.
Europeu em casa é motivação extra
Aos 33 anos, Rui Silva é um dos jogadores mais experientes do grupo orientado por Paulo Pereira. O selecionador nacional já manifestou o desejo de poder contar, no Europeu de 2028, que Portugal vai organizar, com jogadores desta convocatória ainda capazes de competir ao mais alto nível.
Uma possibilidade que o central encara com ambição e emoção, sobretudo pelo significado histórico de disputar uma grande competição internacional em território nacional.
«Sim, é claro que todos temos essa ambição», reconheceu, recordando o percurso de uma geração que contribuiu para elevar o andebol português e para tornar possível a organização de um Campeonato da Europa no país.
«Os que andam aqui há tantos anos, que levaram o andebol português ao que é hoje, que lutaram tanto para que Portugal tivesse a possibilidade de se candidatar e organizar um Europeu», acrescentou.
Para Rui Silva, depois de tantos anos de trabalho e de um objetivo concretizado, a oportunidade de jogar perante os adeptos portugueses, as famílias e o público nacional representa uma motivação adicional para prolongar a carreira internacional.
«Depois de tantos anos a concretizar um objetivo e um sonho, ter uma grande competição em casa, junto dos portugueses, das nossas famílias, acaba por ser mais uma motivação para que continuemos a lutar», afirmou.
A presença na convocatória para o Europeu de 2028 é, por isso, uma meta assumida pelo internacional português: «Acaba por ser um objetivo estar presente nessa convocatória.»