Brincadeira entre os dois marcou um dos primeiros treinos de pré-época do Manchester City

Rúben Dias lembra Bernardo Silva: «Quando a conversa era séria, era muito respeitado»

Internacional português, agora capitão do Manchester City, recordou quando o compatriota, com quem diz ter aprendido muito, foi o líder do balneário e lançou a nova época sob o comando de Enzo Maresca

Rúben Dias, defesa e capitão do Manchester City, concedeu uma entrevista à DAZN, na qual abordou a mudança de treinador nos citizens, que, após 10 anos de Pep Guardiola, começaram esta temporada com Enzo Maresca no comando.

«A mentalidade de qualquer pessoa que vem para este clube é a de ganhar todas as competições em que estivermos envolvidos. Isso é claro, é a maneira de estar no clube», começou por dizer o internacional português. «Não espero nada mais do que amanhã ter mais um treino, treinar bem, para melhorarmos o que temos a melhorar enquanto equipa, para cada um atingir o pico de forma gradualmente e irmos conquistando esta boa sensação dia após dia, jogo após jogo. É assim que se constrói uma equipa vitoriosa. Pensar muito à frente atrapalha mais do que ajuda», prosseguiu.

O defesa, que chegou ao Man. City em 2020, viu-se promovido a capitão principal depois das saídas de Bernardo Silva e Rodri no último mercado. Rúben Dias explicou como faz essa ligação entre o passado com muitos troféus e o presente do clube. «Acima de tudo é a experiência do que aconteceu a nível de saber o que é preciso para ganhar. Tanto eu como o Enzo [Maresca] sabemos o que é preciso. Estivemos juntos na temporada do triplete [Maresca era adjunto de Guardiola] e sabemos do que falamos e do que é preciso em cada momento para explorar o crescimento da equipa para atingirmos esse tipo de patamar: muita verdade, muita ambição e muita coesão em perseguir o objetivo. Da minha parte, cabe-me comprar a ideia dele, executá-la e fazer com que a equipa a execute da melhor maneira possível», explicou.

O Manchester City reforçou-se em peso, com contratações como os médios Enzo Fernández, Elliot Anderson e Ayyoub Bouaddi ou o extremo Iliman Ndiaye. Rúben Dias falou do processo de contacto com as novas figuras: «Existe sempre uma conversa natural para os fazer sentir confortáveis e para entenderem o contexto o mais rápido possível. Eles vêm para ajudar e precisamos que sejam eles mesmos o mais cedo possível. O melhor rendimento que vão dar é a partir do momento em que se sintam confortáveis para serem quem são. Quanto mais cedo conhecerem a casa em que chegaram, mais fácil é para eles. Quando um jogador é contratado para estar aqui é porque é especial, tem uma qualidade diferente. Temos de dar o impulso certo para serem quem são. A partir daí as coisas acontecem naturalmente, pela qualidade individual que têm.»

Rúben Dias lembrou Bernardo Silva e a forma como o português liderava para explicar como, ao longo da carreira, foi aprendendo a liderar e a ser capitão. «Tudo é uma aprendizagem. Estou envolvido nos grupos de capitães desde o Benfica. Na formação fui muitas vezes capitão. Fui moldando a minha liderança. Tudo para mim sempre foi uma grande aprendizagem. Apesar de muitas pessoas não o verem tanto, sempre vi que o Bernardo tinha uma capacidade acima da média para entender o contexto que o rodeava. Era uma voz muito respeitada no balneário, ainda que não parecesse. Mas quando a conversa era séria, era muito respeitado», explicou.

«Aprendi muito com ele. Depois tenho os meus traços de personalidade. Se calhar sou mais vocal do que era o Bernardo, que era mais silencioso, ainda que falasse quando tinha de falar. Eu sempre fui mais expressivo. Aprendi muito com o Bernardo, como aprendi com os que aqui passaram, no Benfica, na Seleção. O segredo é continuar a aprender. Os pequenos detalhes fazem a diferença, vindos de todo o lado», concluiu.

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