Enzo Fernández ao lado de Hugo Viana, diretor do futebol do Manchester City - Foto: Manchester City
Enzo Fernández ao lado de Hugo Viana, diretor do futebol do Manchester City - Foto: Manchester City

Mercado oficial: Enzo Fernández é reforço do Manchester City

Médio argentino foi contratado ao Chelsea e junta-se a Isak no topo dos mais caros da história da Premier League

O Manchester City anunciou esta terça-feira a contratação de Enzo Fernández. O médio argentino de 25 anos rumou aos skyblues a troco de 145 milhões de euros e tornou-se na aquisição mais cara da história da Premier League, a par de Alexander Isak, do Liverpool. O anúncio foi feito meia-hora depois de o mercado de transferências ter encerrado em Inglaterra, às 23h00.

Enzo Fernández chegou ao Chelsea em 2023, proveniente do Benfica, a troco de 121 milhões de euros. Agora, custou aos citizens 125 milhões de libras, qualquer coisa como 145 milhões de euros, depois de três temporadas e meia em Londres. Ao serviço dos blues, o argentino, eleito o melhor jogador jovem do Mundial 2022, conquistou a UEFA Conference League e o Mundial de Clubes, ambos em 2025.

O argentino assinou um contrato válido até 2031 com o Manchester City. «É o clube mais bem sucedido de Inglaterra nos últimos tempos. Qualquer jogador quer fazer parte de um clube como este, porque sabe que é bem gerido. Não podia estar mais feliz aqui, estou pronto para o desafio de ajudar o City a conquistar troféus. É um clube construído para o sucesso. O City tem qualidade em todas as áreas, quero aprender com os meus companheiros e tornar-me a ser um melhor jogador», disse o atleta, que agradeceu a «todos no clube».

Hugo Viana, diretor do futebol do Manchester City, destacou o vasto currículo de Enzo Fernández aos 25 anos. «Queremos sempre trazer jogadores de classe mundial. O Enzo encaixa na descrição. É completo: é dotado tecnicamente, trabalhador, tenaz e um goleador. Consegue jogar diferentes estilos de futebol. Está confortável em posse e também no contra-ataque. Ter jogado em duas finais de Mundiais e ter vencido troféus em vários países aos 25 anos diz tudo o que se precisa de saber sobre a mentalidade, o profissionalismo e a qualidade técnica dele. Estamos muito felizes por termos trazido o Enzo e sentimos com muita força que ele vai melhorar a nossa equipa», referiu.

«Se estivesse na vossa posição, sentiria o mesmo»

O jogador recorreu às redes sociais para se despedir, numa publicação que começa com «Querido Chelsea». «Quero que saibam que não foram dias fáceis para mim. A verdade é que não tenho estado num sítio bom», começou por dizer. «Acreditem quando digo que, desde o momento em que cheguei, fiquei obcecado por trazer para o clube todos os troféus que merece. Sofremos, chorámos, irritei-me muitas vezes, mas também celebrámos títulos e vitórias inesquecíveis», começou por dizer, antes de confessar que compreende a frustração dos adeptos com esta saída.

«Vivo o futebol como vivo a vida: com paixão e com todo o coração. Quero que saibam que vos compreendo, compreendo mesmo. Mas a vida é sobre decisões. Neste momento tenho de tomar uma difícil. Já o disse e repito: adoro este clube. O Chelsea terá sempre um lugar nos meus pensamentos e, sobretudo, no meu coração. Também entendo como funciona o futebol. Sei a paixão que têm, porque sou igual. E se estivesse na vossa posição, provavelmente sentiria o mesmo», confessou.

Enzo Fernández agradeceu a todos os que com ele partilharam o percurso ao longo destes três anos e meio: «Este grupo vai dar-vos muitas razões para serem felizes e eu vou ficar feliz por vocês também, nunca duvidem. Estarão sempre no meu coração, blues. Desejarei o melhor para todos vós, sempre. Sempre um blue. Obrigado, Chelsea.»

O centrocampista, 49 vezes internacional pela seleção albiceleste, fez parte do grupo de capitães do Chelsea e, face às recorrentes lesões de Reece James, utilizou várias vezes a braçadeira. No clube londrino apontou 31 golos e 30 assistências em 170 partidas.

O percurso de Enzo Fernández no Chelsea foi também rodeado de alguma instabilidade. Na altura em que foi contratado, Graham Potter era o treinador. Seguiram-se Bruno Saltor e Frank Lampard, de forma interina até ao final da época, Mauricio Pochettino, Enzo Maresca, Liam Rosenior e, mais uma vez de forma interina, Calum MacFarlane, antes da chegada de Xabi Alonso este ano.

Com o espanhol ao comando, no entanto, só somou alguns minutos logo na primeira jornada da Premier League, na vitória frente ao Fulham. Não fez parte da ficha de jogo frente ao Luton, na Taça da Liga (2-0) e com o Brighton, no campeonato (4-3) e Alonso fez questão de explicar porquê: «Temos de ter tudo em consideração: jogadores que estão num bom momento, jogadores que não sentem essa energia para jogar. Para mim, é muito importante que eles sintam este desejo de jogar e que tenham uma boa preparação.»

Enzo Fernández vai agora encontrar Enzo Maresca, o treinador com quem mais sucesso teve no Chelsea. Será, sem dúvida, uma peça no remodelado meio-campo dos citizens. Depois da saída de Rodri para o Barcelona por €60 milhões, Bernardo Silva para o Real Madrid a custo zero e Nico González para o Newcastle por €56M, o Manchester City contratou Elliot Anderson ao Nottingham Forest, por 135 milhões de euros, Ayyoub Bouaddi ao Lille por €95 milhões e, agora, Enzo Fernández por €145M. Tudo somado, o Man. City fez 116 milhões de euros com o meio-campo que saiu e para construir o novo gastou... 375 milhões de euros.

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