Palavras de Cristiano Ronaldo depois de marcar dois golos ao Uzbequistão (Créditos FIFA/SNTV

Presente na zona de mista do estádio de Houston, após a goleada de Portugal ao Uzbequistão, Cristiano Ronaldo foi questionado sobre o significado dos golos que - para além dos assinados pelo próprio - também Messi tem marcado no Campeonato do Mundo, mas reagiu de forma negativa.

«Quero lá saber dos outros. Mbappé também fez golo, o Haaland...», respondeu o capitão da Seleção, ao afastar-se do local.

Antes já Cristiano tinha elogiado a resposta que a equipa deu, perante as críticas que surgiram após o empate com a RD Congo, na jornada inaugural.

«Falo muitas vezes com os meus companheiros, e é impossível controlar o que vem de fora. Uma grande virtude é quem consegue controlar-se a si próprio. É o que eu tento fazer. Foi uma semana difícil, a crítica foi muito forte, principalmente comigo, mas levo 23 ou 24 anos de carreira e consigo suportar bem. Antes do jogo falei de alguns insights que tive, pois a crítica surge sempre como oportunidade de melhorar. Trabalhámos muito bem. O que conta é cá dentro, o exterior não controlamos. Estou muito satisfeito, consegui fazer dois golos, mas o importante foi a resposta da equipa, que jogou muito bem, com linhas seguidas e jogadores juntos», acrescentou.

Cristiano foi questionado ainda se duas jogadas de laboratório da equipa das quinas eram ilustrativas da união do grupo: o livre direto que deixou Nuno Mendes assumir para o segundo golo, e depois um livre em que passou por cima da bola para receber o passe de Bruno Fernandes atrás da barreira do Uzbequistão, num lance defendido pelo guarda-redes.

«Ia bater o primeiro, mas disse ao Nuno que íamos enganar o guarda-redes. Foi o que eu disse: estarmos unidos do princípio ao fim. Hoje fui o melhor em campo, amanhã será outro. Se estivermos unidos podemos chegar bastante longe», referiu ainda.

Mais tarde Lionel Messi voltou à equação, mas a propósito de uma eventual final entre os dois jogadores que dominaram o futebol nos últimos anos. «Não sei o que responder, pois é uma pergunta sem sentido. Seria top, mas o mais importante era hoje, ganhar para passar o grupo e estarmos preparados para o que aí vem. Vamos ter um jogo difícil com a Colômbia, mas o importante era passar o grupo e conseguimos. Ajudei a equipa, que esteve muito bem, e seguimos», respondeu.

«Melhorámos, a vida é assim. Há contrariedades na vida, nos jogos, e queremos sempre melhorar. Foi uma semana dura, difícil, na qual a opinião pública foi muito difícil connosco, em especial comigo e com o treinador, mas já levo 23 anos de profissão. Quando está tudo bem, o Cristiano está bem. Quando corre mal, já está velho, é um reformado», repetiu.

«Eu chego sempre, mais cedo ou mais tarde estou lá. Acredito muito naquilo que faço. A minha carreira foi sempre assim. Estou muito feliz. O mais importante é a equipa, estarmos unidos. Siga o barco!», concluiu.

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