Richard Ríos — Foto Miguel Nunes
Richard Ríos — Foto Miguel Nunes

Ríos foi chefe e serviu golos (as notas do Benfica)

Colombiano generoso a defender e a atacar, recuperou duas bolas e transformou-as em assistências
O melhor em campo: Richard Ríos (7)
Ter Leandro Barreiro sempre ao lado ou nas costas fez-lhe bem, permitindo-lhe pisar terrenos mais adiantados e fazer algo que poucos sabem fazer mesmo bem na equipa: pressionar, desarmar e entregar. Concentradíssimo, aos 15 minutos tirou a bola a Samu, sem pedir licença, disparou para a área, livrou-se do último defensor, deixando a bola morta a Prestianni, mesmo prontinha para o remate fatal, 1-0. Aos 22' tentou a sorte, mas errou por muito, aos 55' aproveitou mais uma asneira do V. Guimarães e mais uma boa fase de pressão: Beni hesitou e perdeu a bola para o colombiano, que rapidamente serviu Pavlidis, nada egoísta no momento de tomar a melhor decisão. Cozinhou e ajudou a matar a fome do grego. A generosidade não foi exclusiva de situações ofensivas, também ajudou a defender. Não foi 'chef', foi mesmo chefe, liderando a equipa e servindo golos.

Trubin (7) — Primeira parte descansada, segunda parte de trabalho importante. Boa defesa aos 52', detendo com as pernas bola disparada por Miguel Nogueira e que sofreu ligeiro desvio em Barrenechea, e aos 55' nova parada relevante, neutralizando tentativa de Samu. Fez pouco, mas fez bem.

Bah (6) — Cauteloso, começou por pouco arriscar e mal foi visto em terrenos próximos da área vimaranense na primeira meia hora. Uma boa recuperação aos 34', seguida de passe de qualidade para Sudakov, que desaproveitou, já perto da área vimaranense, foi primeiro momento alto no encontro. Aos 49' procurou o golo, mas a bola saiu muito por cima da trave, seria dele, todavia, a jogada de insistência que deu origem ao 3-0 e que terminou com autogolo de Beni.

Tomás Araújo (6) — Exibição relativamente tranquila, sendo o mais experiente dos centrais e, note-se, o único central de raiz. Talvez por isso não fosse visto a desequilibrar do ponto de vista ofensivo.

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Barrenechea (6) — Cumpriu a missão no papel de central adaptado, com um ou outro erro ao nível da marcação ou do passe. Sem brilho, mas sem razões para lamentar a forma como se exibiu.

Dahl (6) — Talvez tivesse ordens para ajudar o companheiro de equipa argentino, que estava adaptado a central, e não subiu e atacou como gosta. Seguro a defender, concentrado, fiável.

Barreiro (6) — Sem brilho, sem golo, sem risco, mas jogando como um verdadeiro número 6, capaz de preencher espaços defensivos e ofensivos. Libertou Ríos e ajudou a prender adversários.

Prestianni (7) — Desbloqueou o resultado para os encarnados logo aos 15 minutos, quando as coisas estavam mornas, com remate na passada, simples, rasteiro, sem rodeios, eficaz como deveria ser. 1-0. Trabalhou muito, até mesmo defensivamente, mas reapareceu em destaque na segunda parte, servindo bem Rafa, deixando o colega de frente para a baliza e em posição de marcar. Foi promovido à titularidade e não defraudou.

Sudakov (5) — Com a bola no pé, sabe o que faz, mas nunca esteve em posição de marcar ou assistir. Fez um remate frontal que foi intercetado, fez-se também notar por uma perda de bola comprometedora aos 53', possibilitando ataque do V. Guimarães.

Schjelderup (6) — Moralizado, é dos primeiros a chegar-se à frente para tentar desequilibrar. Serviu em habilidade Pavlidis aos 13', com uma primeira fuga à defesa vimaranense, aos 39' escapou novamente à marcação e disparou para golo, mas na direção de Charles, que afastou a bola. Segunda parte foi menos enérgica.

Pavlidis (7) — Primeira ocasião aos 13', falhada, mas era difícil: disparou de primeira bola de Schjelderup, mas vinha pelo ar, difícil, e errou o alvo. Sobressaiu no passe, com grande lançamento para Schjelderup aos 39 minutos, aos 42' fez mais uma abertura de qualidade para o norueguês. A travessia do deserto, seis partidas seguidas sem conhecer o sabor do golo, terminou aos 55', finalizando com competência, em zona frontal, 2-0. Depois, um desvio falhado para a baliza traiu Beni, que fez autogolo: 3-0.

Sidny (4) — Entrou aos 77' e não fez a diferença no flanco esquerdo.

Rafa (5) — Entrou aos 77' e segundos depois poderia ter marcado, mas Charles defendeu.

Ivanovic (5) — Entrou aos 82' e com qualidade. Bela jogada aos 90+2', tabela e passe, com Lukebakio, que o internacional belga desperdiçou incrivelmente.

Lukebakio (4) — Entrou aos 82' e poderia/deveria ter marcado. Mau gesto técnico aos 90+2', errando por muito a baliza, mesmo sozinho e com o melhor pé, o esquerdo.

Manu — Entrou aos 85', contra a antiga equipa. Discreto.