Ríos à espera de companhia: Benfica pode precisar da velha dupla
O meio-campo do Benfica continua a ser uma face delicada da equipa de José Mourinho e sofre também com os efeitos dos compromissos das seleções.
O treinador das águias confirmou no Seixal, durante a conferência de Imprensa de antevisão da partida com o Casa Pia, agendada esta segunda-feira, em Rio Maior, que Leandro Barreiro, médio internacional luxemburguês e atualmente um dos indiscutíveis das águias, não regressou nas melhores condições e está em avaliação.
Se Barreiro, de 26 anos, recuperar e exibir os níveis que Mourinho e departamento médico das águias consideram obrigatórios para poder ir a jogo, então a escolha será somente técnica e deve recair sobre o médio do Luxemburgo, na eventualidade de continuar a manifestar dificuldades então Enzo Barrenechea pode voltar a ser opção como médio.
O jogador argentino de 24 anos, recorde-se, esteve em campo na qualidade de titular no encontro que precedeu a paragem, mas como central de emergência, jogando pela esquerda, na posição habitualmente ocupada por Nico Otamendi ou António Silva.
O primeiro estava lesionado, o segundo cumpriu um jogo de castigo (série de cinco cartões amarelos), pelo que Mourinho elegeu o argentino para jogar ao lado de Tomás Araújo, uma adaptação que correu bastante bem, como, aliás, o resultado deixa bem patente: 3-0.
Entretanto, sabe-se já que Otamendi encontra-se recuperado e que António Silva está novamente disponível, pelo que a única porta de entrada no onze, na ótica do médio argentino, é precisamente a meio-campo.
Se tal acontecer, então a dupla Richard Ríos-Enzo Barrenechea voltará a ser uma realidade. A parceria dominou boa parte da temporada, mas lesões e exibições menos apreciadas por José Mourinho acabaram por separá-la, avançando Aursnes e Leandro Barreiro para o coração do meio-campo.
Não havendo o norueguês e na dúvida em relação ao luxemburguês é, pois, legítima a expectativa de Barrenechea voltar a jogar onde mais gosta. A favor do argentino, refira-se ainda, está o facto de ter trabalhado no Seixal durante o período de paragem das competições de clubes. Mourinho pôde trabalhá-lo sem restrições.
Ríos e Barrenechea, recorde-se, foram as escolhas de Mourinho para o clássico com o FC Porto (2-2), mas o técnico não gostou e no final sublinharia: «Uma coisa é jogar com Aursnes e Barreiro, outra coisa é jogar com Enzo e Ríos.»