Pogacar perto de renovar exige cláusulas especiais e uma delas tem jato privado
Tadej Pogacar está muito próximo de assinar uma renovação de contrato histórica com a equipa UAE, que poderá estender o seu vínculo até 2031, altura em que o ciclista esloveno terá 33 anos. Segundo fontes próximas do processo, o acordo vai muito além das questões financeiras, focando-se em cláusulas especiais que garantem a Pogacar maior poder de decisão interno e controlo sobre a sua imagem.
A intenção de prolongar o contrato foi confirmada pelo seu representante, Alex Carera, ao jornalista Daniel Benson, especialista no mercado do ciclismo. «Temos a intenção de prolongar o contrato e estamos a falar de 2031», afirmou Carera.
As negociações para esta operação de grande envergadura têm um passo decisivo agendado para a manhã de sexta-feira, numa reunião que contará com a presença do diretor da equipa, Mauro Gianetti, e do presidente, Matar Suhail Al Yabhouni Al Dhaheri.
O agente do ciclista sublinhou que o dinheiro não é o fator principal. «O Tadej está contente, mas trata-se de três ou quatro cláusulas especiais. De momento, falamos de 2031», explicou o italiano, não descartando a possibilidade de uma extensão para lá dessa data.
As exigências de Pogacar
Entre as condições especiais em cima da mesa, além dos prémios e dos direitos de imagem, estarão, segundo Benson, a utilização de um jato privado e um papel ativo no planeamento de corridas dos seus colegas de equipa. Caso este novo contrato se concretize, Pogacar tornar-se-á não só um dos ciclistas com mais vitórias na história recente, mas também, e com grande diferença, o mais bem pago de sempre.
Esta potencial renovação de longa duração contraria a especulação que circulava nos meios do ciclismo sobre uma possível reforma antecipada do grande dominador do século XXI. Até agora, Pogacar, que fará 28 anos pouco depois da Vuelta, tinha apontado o ouro olímpico em Los Angeles 2028 como um objetivo a longo prazo.
O esloveno, que ambiciona vencer a Volta a Espanha que arranca sábado no Mónaco, parece longe de estar saciado. Se mantiver o seu nível competitivo, poderá atacar recordes históricos, como as seis vitórias no Tour de France em 2027, superando a marca de cinco triunfos. No seu palmarés faltam ainda vitórias em provas como a Paris-Roubaix, o único dos cinco Monumentos que ainda não conquistou.