Ricardo Silva diz estar em perfeita sintonia com o presidente da SAD relativamente ao futuro do Famalicão — Foto: Famalicão
Ricardo Silva diz estar em perfeita sintonia com o presidente da SAD relativamente ao futuro do Famalicão — Foto: Famalicão

Respira-se saúde em Famalicão: «Eu e o presidente estamos em perfeita sintonia»

Ricardo Silva reforça que não está minimamente preocupado com a situação de treinador interino: «Qualquer que seja a decisão, estará salvaguardado, de certeza, o futuro.» Confiança para o jogo em Braga

Ainda não foi desta que Ricardo Silva esclareceu se vai, ou não, ser o treinador do Famalicão a título definitivo — a este propósito, refira-se, A BOLA está em condições de adiantar que a opção da SAD passa mesmo por manter o técnico como líder máximo da equipa e as duas partes deverão chegar a um acordo nos próximos dias. Mas mesmo sem querer levantar a ponta do véu sobre o processo, o antigo defesa-central não se escudou em frases feitas. Antes pelo contrário. Foi frontal com os jornalistas, assumiu que tem existido relacionamento diário com o dirigente máximo do clube e afirma que o que tiver de acontecer... acontecerá. Quando tiver de ser, sem ponta de precipitação. Porque, assume, o mais importante é sempre salvaguardar os superiores interesses do emblema de Vila Nova.

«Tenho refletido um pouco sobre isso e sinto que devo dizer algo que tem acontecido com naturalidade. Eu e o presidente, Miguel Ribeiro, temos falado diariamente, sobre muitos assuntos, e estamos em perfeita sintonia. Aconteça o que acontecer, tanto ele como eu estamos focados em definir o melhor para o Famalicão. Percebo que para fora pareça uma situação de indefinição, mas é algo que tanto eu como o presidente estamos confortáveis e não queremos precipitar coisas. Este registo de interino provavelmente vai-se prolongar até que o presidente entenda que há um caminho e uma decisão para tomar. E quando ela acontecer será com naturalidade. E qualquer que seja a decisão, estará salvaguardado, de certeza, o futuro do Famalicão», começou por dizer, na conferência de Imprensa realizada ao início da tarde deste sábado.

Os azuis e brancos do Minho voltam a ter pela frente, amanhã (20h30), o SC Braga, numa partida referente à 11.ª jornada da Liga, isto apenas três dias depois de as duas equipas terem estado frente a frente num dérbi para a Allianz Cup. Nessa altura, o Famalicão levou a melhor (2-2 no tempo regulamentar e 3-1 no desempate por penáltis) e garantiu o passaporte para a final four da competição, que vai realizar-se no próximo mês de janeiro, em Leiria. Devido ao curto espaço de tempo entre os dois jogos é possível que os famalicenses possam apresentar algumas novidades no onze, mas Ricardo Silva também deixa a garantia que será apenas e só devido à gestão física. Porque, assegura, no seu plantel todos são titulares.

«No último jogo com a equipa não mexi na equipa por ser um jogo de taça. Foram 11 titulares e foram-no, de todo. Para este jogo poderá haver a necessidade de gerir desta ou daquela forma. Agora, e pese embora seja o mesmo adversário, será um jogo diferente e, como tal, exige uma abordagem diferente. A gestão que o SC Braga poderá ou não fazer, honestamente não me preocupa nem me tira o sono. O que me tira o sono é a forma como tenho de lidar com a minha equipa e as escolhas que terei de fazer. Toda a envolvência do jogo será diferente. Amanhã chegaremos lá como a equipa que lhes roubámos algo, eu percebo isso. Se estivesse do lado de lá, pensaria que seria o dia de dar algo aos adeptos. Mas nós também estamos preparados para chegar lá e fazer o que entendemos que temos de fazer, mediante o que planeámos e que trabalhámos», analisou.

Se quando rendeu Carlos Carvalhal elogiou e agradeceu ao anterior treinador, agora Ricardo voltou a deixar bem claro que as mudanças desde a sua chegada ao comando técnico não foram assim tantas. Houve, talvez, um clique. Mas os processos já estavam lá: «As ideias não são propriamente novas. No início desta época, na pré-temporada, a equipa já teve estes comportamentos, nomeadamente no torneio de Como. A receção dos jogadores têm sido muito interessante e extremamente positivo, sem dúvida. Os dois últimos jogos demonstram isso. Aquele passo a mais na dividida, o querer ganhar uma bola. Isso deixa-me feliz e orgulhoso por eles e satisfaz-me muito ter essa resposta da parte deles.»

Sendo um homem da casa, Ricardo Silva também esteve na equipa técnica quando Hugo Oliveira era o líder do balneário, e, instado a pronunciar-se sobre as semelhanças no estilo de jogo... resposta clara, como sempre. «Identifiquei-me totalmente com o Hugo Oliveira apresentou em Famalicão. Ter tido o privilégio de ter estado aqui um ano e meio com o Hugo Oliveira permitiu-me aprender muito sobre a ideia que eu já tinha e perceber de que forma se coloca uma equipa a jogar este jogo. Tenho muito do mister Hugo Oliveira, sem dúvida, e estar-lhe-ei sempre grato», assumiu, não sem antes terminar abordando a questão física de Mathias de Amorim, mas sem desvendar se o internacional sub-21 português será, ou não, opção para o dérbi deste domingo, na Pedreira.

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