Gabriel Cabral foi 'abafado' pelos colegas depois de ter sido o herói do Famalicão diante do SC Braga — Foto: Hugo Delgado/LUSA
Gabriel Cabral foi 'abafado' pelos colegas depois de ter sido o herói do Famalicão diante do SC Braga — Foto: Hugo Delgado/LUSA

Três penáltis defendidos?: «Mandei-lhe logo uma mensagem de parabéns. Não me surpreende»

Cacioli, médio brasileiro que fez carreira em Portugal, foi o responsável pelo lançamento de Gabriel Cabral nos brasileiros do Santo André. A projeção está feita: «Tem tudo para ser o dono da baliza do Famalicão»

Quando, lá (muito) mais para a frente no tempo, Gabriel Cabral olhar para trás e vislumbrar datas marcantes na sua carreira lá estará, com toda a certeza, o dia 29 de outubro de 2026. O registo não só marcou a sua estreia pela equipa principal do Famalicão, como, pasme-se, o catapultou para o papel de herói no jogo dos quartos de final da Allianz Cup, diante do SC Braga. Afinal, não é todos os dias que um guarda-redes defende três penáltis num jogo. Mesmo que tenha sido no desempate da marca dos 11 metros. O mérito está todo lá. E houve mesmo recorde pessoal — até à data, Gabriel Cabral só tinha conseguido travar dois castigos máximos numa partida.

Chegado a Vila Nova no início da época 2024/2025, o brasileiro, atualmente com 23 anos de idade, tem-se afirmado nos sub-23 dos azuis e brancos do Minho. Mas à chamada de Ricardo Silva para a elite — o famoso elevador famalicense que tantos (e tão bons) jogadores tem lançado para o patamar mais alto da hierarquia do clube —, Gabriel Cabral respondeu presente. E com categoria. Nada que espante Cacioli — esse mesmo, craque brasileiro que na década de 90 brilhou em Portugal, com as camisolas de Famalicão, SC Braga, Gil Vicente, Farense, Varzim e Vizela — e que foi o responsável pelo lançamento de Cabral nos sub-17 do Santo André.

«Foi um jogador que nos chamou a atenção assim que chegou ao clube. Já tinha muita tranquilidade, o que acho fundamental, para um guarda-redes, e também uma estatura bastante elevada. Depois até esteve para ir para o Flamengo, mas o processo acabou por não andar para a frente. Percebi desde muito cedo que chegaria a um grande do Brasil ou rumaria ao futebol europeu», admite Cacioli, em declarações exclusivas a A BOLA.

Cacioli jogou no Famalicão entre 1989 e 1991 — Foto: D. R.

E depois do dérbi na Pedreira... houve contacto: «Vi o jogo e fiquei muito contente por ele. Depois mandei-lhe logo uma mensagem de parabéns. Não me surpreende o que fez, tem muita qualidade.»

A finalizar, a projeção: «O Carevic e o Zlobin são grandes guarda-redes, mas isso até é bom para o Gabriel, porque aprende com eles. Tem tudo para, no futuro, vir a ser o dono da baliza do Famalicão.»

Próximo artigo

A iniciar sessão com Google...