O presidente da Liga, Reinaldo Teixeira, pediu mais «urgência» e «rapidez» na clarificação de polémicas que marcaram início de época
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Reinaldo Teixeira: «Quem provoca ruído injusto tem de ser penalizado»

Presidente da Liga Portugal falou à margem do Portugal Football Summit sobre a questão da arbitragem

Reinaldo Teixeira, presidente da Liga Portugal, esteve no primeiro dia do Portugal Football Summit e abordou o facto de já estar há 17 meses no cargo, fazendo um balanço «positivo» e estabelecendo já alguns objetivos para o futuro.

«Parece um cargo difícil, mas torna-se mais fácil devido ao envolvimento de todos, a começar pelos clubes. O compromisso das sociedades desportivas é essencial para o bem do futebol. Depois, tenho uma excelente equipa a acompanhar-me. Em suma, um balanço muito positivo», começou por dizer, comentando a centralização dos direitos televisivos.

«Temos muitos desafios pela frente, um deles a venda dos direitos televisivos, a centralização dos direitos televisivos. Queremos ver se fica concluído até ao próximo ano. O primeiro passo é o leilão da produção. Estamos a dialogar nesse sentido com vários operadores. Depois, entre janeiro e março do próximo ano, a venda dos direitos domésticos. E, finalmente, a cedência para o mercado externo. Contamos ter todo o processo finalizado no próximo ano, o mais tardar no final de 2027. O mais importante é vender bem. Sentimos que o mercado quer, o produto futebol é muito desejado. Quem é que não gosta de futebol?», questionou.

Ao ser questionado sobre o momento da arbitragem portuguesa, Reinaldo Teixeira apontou para os números. «Temos mais tempo de jogo, menos cartões, mais golos... Reconhecer esse contributo dos nossos jogadores, treinadores, árbitros. Tudo o que é ruído não ajuda. Dentro dos 26 agentes desportivos, quem menos falha são os árbitros. Todos falham, também na minha função. Tenho a maior confiança na nossa arbitragem», garantiu, desvalorizando a polémica com Duarte Gomes e pedindo castigos a críticas desnecessárias.

«Que o que está a acontecer se clarifique, que haja urgência e rapidez, mas também pedimos aos agentes desportivos que haja tranquilidade, que se deixe trabalhar. Queremos paz total, se alguém tem de ser penalizado seja, mas se alguém crie ruído, também tem de ser penalizado. Quem não tem razão para dizer e provoca ruído injusto, tem de ser penalizado. Estamos como sempre no produto mais transversal. Os ativos do futebol são mais de dois milhões de euros. O futebol é a atividade mais transversal que existe, devemos contribuir para o bem de todos», concluiu.

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